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quinta-feira, 30 de junho de 2011

DALMO OLIVEIRA: “Rádio de Cruz das Armas está descaracterizada e não atende aos critérios de uma verdadeira radcom”


Esta declaração e outras abordagens sobre o movimento de rádios livres e comunitárias na Paraíba estão no programa “Alô comunidade” que a Rádio Tabajara da Paraíba (AM) veicula neste sábado, (02/07), a partir das 14:00h

O programa também dialoga com o jornalista e radialista Wellington Costa, de Cabedelo, editor do portal “Soltando o verbo”, e com a também jornalista Fabiana Veloso, da rádio comunitária Zumbi dos Palmares.

Além de tocar músicas de qualidade com artistas paraibanos (Paulo Ró, Pedro Osmar e Adeildo Vieira), o programa conversa com o cantor e compositor Chico César, atual Secretário de Cultura da Paraíba.

“Alô comunidade” é uma produção da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – ABRAÇO - e da Sociedade Cultural Posse Nova República (Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares)

Contatos: alocomunidadepb@gmail.com

Deu no site da Universidade Estadual da Paraíba

Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares: na contramão do atrelamento político

Por Juliana Marques, da ASCOM/UEPB

Dar oportunidade à difusão de ideias, elementos de cultura, tradições e oferecer mecanismos de formação e integração de uma determinada comunidade, estas são algumas das funções de um serviço de Radiodifusão Comunitária conforme a Lei 9.612 de 19 de fevereiro de 1998. Contudo, mesmo com sua missão definida em Lei, um grande número de rádios comunitárias por todo o país e no Estado da Paraíba deixa de se preocupar com o conteúdo disponibilizado e passam a focar em aspectos políticos e financeiros.

Para ser caracterizada como Rádio Comunitária uma emissora precisa ter um alcance limitado a, no máximo, 1 km a partir de sua antena transmissora, criada para proporcionar informação, cultura, entretenimento e lazer a pequenas comunidades. Tal entidade também não pode ter fins lucrativos nem vínculos de qualquer tipo, tais como partidos políticos e instituições religiosas.
De acordo com uma pesquisa do estudante do curso de Comunicação Social da UEPB, José Alberto da Nóbrega Simplício, a Paraíba conta atualmente com 104 entidades legalizadas para o serviço de radiodifusão comunitária. Porém, a grande maioria destas Rádios Comunitárias não disponibiliza espaço para o jornalismo comunitário.

Conforme aferido no estudo as informações veiculadas não dão conta do universo informacional das comunidades e estão muito agregadas a fontes oficiais. Já a cultura local se resume, praticamente, a alguns programas que veiculam músicas regionais, repentes e poesias.
O aluno chegou a essa conclusão através da insuficiência de conteúdos informativos e culturais comprometidos com a realidade local nas rádios comunitárias paraibanas. Para ele, isso se deve ao atrelamento político-partidário, bem como a falta de capacitação dos recursos humanos que atuam nessas emissoras e dos movimentos da sociedade organizada quanto aos reais propósitos da comunicação comunitária.

Contrapondo-se ao papel e a importância que possui esse veículo, as emissoras comunitárias, embora sejam concedidas a associações e a grupos da sociedade organizada, estão servindo, na maioria dos casos, para beneficiar determinados grupos políticos ou empresariais da localidade. Ou seja, há o interesse particular se sobrepondo ao público. Existe também forte influência exercida pelas rádios comerciais na programação das emissoras comunitárias.

Na contramão desse panorama está a Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, com o programa “Alô Comunidade”, que faz parte da grade de programação de quatro emissoras de rádios comunitárias paraibanas, sendo retransmitida pela Rádio Tabajara AM. Cultura, cidadania, saúde e educação são alguns dos temas abordados pelo programa, que tem duração de uma hora e abrange assuntos das comunidades onde atuam essas emissoras populares.
Segundo os responsáveis pelo “Alô Comunidade” o programa divulga as notícias de interesse das comunidades que não são divulgadas na mídia convencional, o cotidiano das associações de bairro, com espaço para os movimentos sociais, sindicatos e ONGs.

Este é o modelo de programa que deve compor a grade de programação de uma Rádio Comunitária, e ainda, de acordo com o Ministério das Comunicações, aquele que contribui para o desenvolvimento da comunidade, sem discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condições sociais.

A programação deve respeitar sempre os valores éticos e sociais da pessoa e da família, prestar serviços de utilidade pública e contribuir para o aperfeiçoamento profissional nas áreas de atuação dos jornalistas e radialistas. Além disso, qualquer cidadão da comunidade beneficiada terá o direito de emitir opiniões sobre quaisquer assuntos abordados na programação da emissora, bem como manifestar ideias, propostas, sugestões, reclamações ou reivindicações.
Porém, muitas emissoras não enxergam o verdadeiro papel de uma Rádio Comunitária e passam a “vender” espaços comerciais, o que, de acordo com a Lei, não é autorizado, a não ser na forma de apoio cultural. Essas mesmas rádios se transformam em palanques em época de eleições e políticos se aproveitam desse espaço para propagar suas ideias de forma bem menos onerosa, mas com um alcance rápido e direto, em troca de ajuda financeira ou de favores concedidos a uma minoria.

É preciso repensar essa realidade que impera não só na Paraíba, mas em todo o país, o que estamos fazendo das nossas rádios comunitárias? É preciso lutar para que exemplos como o Programa “Alô comunidade” na Rádio Comunitária de Zumbi dos Palmares sejam regra e não exceção!

Blog da Rádio Zumbi e programa "Alô comunidade"

O programa “Alô comunidade”, edição do último sábado (25), já está no blog da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares (www.radiozumbijp.blogspot.com). O programa é transmitido todo sábado, a partir das 14h, pela Rádio Tabajara AM. A produção é da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares em parceria com a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – ABRAÇO/PB. As emissoras comunitárias que desejarem participar do programa devem entrar em contato com o jornalista Dalmo Oliveira através do telefone (83) 8897.1340 - 8898.3155

Escola e rádio comunitária realizam parceria para atividades de contraturno no Paraná


O Colégio Estadual Rocha Pombo, em Capanema, criou em 2007 programa Escola Interativa em parceria com rádio comunitária tendo como objetivo proporcionar aos alunos atividades de contraturno. O programa auxilia aprendizagem e o desenvolvimento social dos alunos trabalhando com temas relacionados às disciplinas curriculares, além de divulgar as atividades da escola para a comunidade.

Participam alunos, professores e a direção da escola. “Nós queríamos que os nossos alunos tivessem contato com um meio de comunicação para que eles vissem na prática como é o processo de funcionamento de um veículo de comunicação” contou o diretor Dirceu Alchieri.

Os alunos do ensino fundamental, médio e profissionalizante participam de todo o processo, da criação a gravação do programa. A vinheta usada na abertura dos programas foi feita pelos alunos. A cada edição uma disciplina é abordada. Os professores trabalham com programas relacionados a sua disciplina sempre com foco na atualiadade.

O programa vai ao ar mensalmente com duração de 20 minutos cada edição. As gravações são feitas no contraturno, a cada programa participam de 5 a 7 alunos. “Os alunos que participam do projeto têm o conteúdo trabalhado em sala de aula melhor fixado, pois trabalham com os temas na rádio”, explica Dirceu.

O programa é uma parceria da escola com a rádio comunitária Tropical que ajuda os alunos a adquirir e ampliar os seus conhecimentos sobre os temas que estão em discussão na sociedade. “A rádio tem contribuído para a formação dos alunos tanto no processo de aprendizagem como no social”, concluiu o diretor.

Postado por

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br

terça-feira, 28 de junho de 2011

Campanha contra baixaria no rádio e TV será lançada na Paraíba


A campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania" deverá ser estruturada na Paraíba. Pelo menos é o que desejam várias entidades da sociedade civil, preocupadas com a falta de respeito aos direitos humanos e à dignidade do cidadão em alguns programas de rádio e TV no Estado. Um dos idealizadores é Alexandre Guedes (foto), advogado e membro da Comissão do Fórum de Ética e Mídia da Paraíba, representante da Ordem dos Advogados do Brasil.

Por meio da campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania", é feito o acompanhamento permanente da programação nas rádios e TVs. Os avaliadores publicam a lista dos programas que desrespeitam a Constituição no que se refere aos direitos humanos e cidadania, tornando pública a relação dos anunciantes de tais programas. “O objetivo é chamar essas empresas que patrocinam tais programas para a sua responsabilidade social com ética, desenvolvimento e direitos humanos e educação para o exercício da cidadania ativa na comunidade”, esclareceu Guedes.

O advogado explicou que uma Comissão deverá avaliar as mentiras, incitamento ao crime, atentados aos direitos humanos das minorias, preconceito racial e homofobia, além de outros ataques feitos contra populações pobres e crianças e adolescentes perpetrados por alguns comunicadores em emissoras de rádio e TV. “Não se trata de censura, mas achamos que é dever da sociedade e dos poderes públicos avaliar esses programas e debater a responsabilidade social da mídia”, explicou.

A campanha deverá ser lançada em audiência pública na OAB/PB, ficando marcada reunião plenária para tratar deste e de outros temas no dia 30 de julho às 9h na sede da entidade.

Comunicadoras da Paraíba terão seu 1º encontro no próximo dia 09 de julho


A deputada federal Luiza Erundina (PSB) será uma das palestrantes

As coordenações de Gênero e de Comunicação da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba -ABRAÇO-PB, comandadas por Mabel Dias e Fabiana Veloso, respectivamente, estão ultimando os preparativos para o I Encontro de comunicadoras comunitárias e seminário para Jornalistas, com o tema “Mulher, democratização da comunicação e controle social na Paraíba”. O evento vai ocorrer no próximo dia 09 de julho de 2011, no auditório da PBTur, na praia de Tambaú, em João Pessoa.

O encontro representa um espaço de discussão das novas tecnologias sociais, assim como um momento especial de fomento para a difusão de novos conhecimentos, visando o desenvolvimento social e comunitário através dos meios de comunicação e do fazer jornalístico, conforme o folder do evento que tem parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Secretaria de Comunicação da Paraíba e Chefia de Gabinete da Prefeitura de João Pessoa.

Entre as palestrantes estão a jornalista Silvana Torquato, a escritora Sandra Raquew, radialista Denise Viola, professora Ana Veloso, jornalista Bia Barbosa, professora Glória Rabay, jornalista Janaíne Aires, Wanessa Veloso e a deputada federal Luiza Erundina, da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara Federal, coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação.

O evento marcará o lançamento do livro “Mulheres em pauta – gênero e violência na agenda midiática”, de Sandra Raquew.

Inscrições pelo e-mail: abracoparaiba@gmail.com

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Blog da Rádio Zumbi reproduz programa “Alô comunidade”

Dalmo Oliveira e Fábio Mozart, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares


O programa “Alô comunidade”, edição deste sábado 25 de junho, já está no blog da Rádio Comunitária Zumbi FM (www.radiozumbijp.blogspot.com)

O programa também faz parte da grade de programação de quatro emissoras de rádios comunitárias paraibanas. Cultura, cidadania, saúde e educação são alguns dos temas abordados pelo programa, que tem duração de uma hora e abrange assuntos das comunidades onde atuam essas emissoras populares.

O programa é transmitido todo sábado, a partir das 14h, pela Rádio Tabajara AM, emissora oficial do Estado da Paraíba. A produção é da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares em parceria com a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – ABRAÇO/PB.


www.radiozumbijp.blogspot.com

domingo, 26 de junho de 2011

Sintonize!

Fábio Mozart no programa "Alô comunidade", tendo ao fundo Marcelo Ricardo, da Rádio Comunitária Diversidade. (Foto: Dalmo Oliveira)


O veículo de comunicação chamado rádio é uma invenção espetacular. Basicamente utilizam-se de ondas eletromagnéticas de frequências disponíveis na atmosfera formadas pela concentração do éter, um excelente eletrocondutor. É a partir dessa observação físico-química, que defendemos a ideia de que as transmissões de rádio devem ser livres, porque o éter que monta as ondas do rádio são um bem comum, como água e ar.

Depois do préambulo acima, quero apenas dizer que nossa experiência à frente do programa "Alô Comunidade!", que teve sua segunda edição veiculada neste sábado (25) pela Tabajara AM, na frequência de Ondas Médias de amplitudes moduladas em 1110 kilohertz, tem sido muito gratificante. Primeiro pelo fato de ver velhos jornalistas redescobrindo os "macetes" do radiojornalismo. Por outro lado, jovens comunicadores, sem formação jornalística, cooperando de igual pra igual com os "diplomados".

Um programa de rádio é um laboratório incrível de vivência, de cooperação e ajuda mútua. É um caldeirão de ideias, de estilos, de discursos. Pelo menos tem sido essa minha sensação em colocar no ar o "Alô Comunidade!". A mídia eletrônica é poderosíssima pelo fator de poder dialogar "ao vivo" com os ouvintes e espectadores. É aí que se concentram sua força e seu encanto. Nossa missão seria despertar as pessoas sobre o potencial da comunicação comunitária. Abrir caminhos, como um orixá midiático, para que as informações trafeguem de um canto para outro.

Obrigado pela escuta!

Dalmo Oliveira

Postado em

www.diretodosanhaua.blogspot.com

sábado, 25 de junho de 2011

ABRAÇO/PB realiza I Encontro de Comunicadoras Comunitárias com apoio do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar

Comunicadoras Clévia Paz e Fabiana Veloso

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – ABRAÇO/PB, através da Coordenação de Gênero, programou para o dia 9 de junho, às 8h30, no auditório da PBTur, em João Pessoa, o I Encontro de Comunicadoras Comunitárias e Seminário para Jornalistas - Mulher, democratização da comunicação e controle social na Paraíba.

O Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, de Itabaiana, fará a cobertura em vídeo, e a coordenadora do Ponto, Clévia Paz, será uma das apresentadoras do seminário, que tem a organização de Fabiana Veloso, coordenadora de Comunicação da ABRAÇO, e Mabel Dias, Coordenadora de Gênero da entidade.

O Ponto de Cultura Cantiga de Ninar navega nas ondas do rádio e da internet, através dos projetos de rádio comunitária e web-radio, buscando capacitar e dar visibilidade aos movimentos de mulheres, negros e demais minorias.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Segunda edição do “Alô comunidade” amanhã na Rádio Tabajara AM

Na foto, este locutor que vos fala visitando a Rádio Comunitária Diversidade do Jardim Veneza, em João Pessoa, uma das emissoras populares que fazem parte do “Alô comunidade”. Ao fundo, o repórter, locutor, técnico e operador de som Ricardson Dias.

A produção é da Sociedade Cultural Posse Nova República, em parceria com a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba. Coordenação-geral: Dalmo Oliveira. Coordenação de produção: Fabiana Veloso e Fábio Mozart. Locução: Clévia Paz e Fábio Mozart. Edição de áudio: Marcelo Ricardo e Ricardson Dias.

Amanhã ouviremos o locutor do povão Sílvio Lixo, a doutora Sandra Moura, o sociólogo Celso Chireda, o comunitário Carlos Lima do bairro dos Novaes, a cirandeira Odete de Pilar, o rabequeiro Beto Brito, a rapper Kaline Lima, o DJ Guirraiz, o cantor Túlio Melo e mais uma enfermeira, uma estudante, um consertador de ventilador, um vendedor de feira e um desocupado, moradores do bairro Ernesto Geisel.

Da comunidade do Timbó teremos Naldinho, Juliana, Elizom e Júlio entrevistando João Laurentino, o sanfoneiro “Seu Neguinho”, na rádio comunitária Independente.

Como se vê, o programa está mais temperado do que culinária baiana. Começa às 2 da tarde na Rádio Tabajara AM, na sintonia 1.110 Mhz.

É o porta-voz do movimento de rádios livres e comunitárias da Paraíba na rádio oficial, programa que fala de povo sem apelação, sem locutores grotescos, sem incitação ao crime, sem desrespeito à mulher, à criança e ao pobre.

www.fabiomozart.blogspot.com

quinta-feira, 23 de junho de 2011

BAIXARIA NO RÁDIO E TV

Mídia paraibana é alvo de protesto de entidades do movimento social e popular

Setores ligados ao movimento de mulheres e das rádios livres e comunitárias, além de estudantes de comunicação, estão propondo organizar protestos públicos contra alguns programas radiofônicos e televisionados que “atentam contra a dignidade do ser humano e incitam o crime e o preconceito”. Jornalistas, comunicadores, blogueiros independentes e ativistas de rádios comunitárias estão propondo reunião para organizar protestos contra o que consideram “um verdadeiro desacato à nossa inteligência e aos nossos direitos”, por parte da imprensa paraibana.

O alvo maior dos protestos é o comunicador Anacleto Reinaldo (foto). “Os comentários de Anacleto Reinaldo, em geral, causam perplexidade àqueles que adotam um mínimo de criticidade ao assisti-lo”, afirmou Janaine Aires, jornalista e estudante de Relações Internacionais, membro do Observatório da Mídia Paraibana e militante do Coletivo COMjunto de Comunicadores Sociais.

“Na televisão ele ainda "pega leve. No seu programa de rádio é que ele fica à vontade pra botar pra fora toda sua ignorância e preconceito. Certa vez esse senhor, em seu programa de rádio, comentando um caso em que a mulher denunciou o marido por agressão e este foi preso com base na Lei Maria da Penha, começou a dizer no ar que essa Lei deveria se chamar "Maria da rapariga". Imaginem vocês um ‘comunicador’ ir ao ar pra falar uma coisa como esta!”, disse Fabiano, estudante de comunicação. “Liberdade de expressão não quer dizer falta de responsabilidade com o que se veicula, seja no rádio ou na TV. É preciso que alguém se responsabilize pelo que esses caras falam. Anacleto, Samuka, Mofi e muitos outros representam um retrocesso para a mídia paraibana”, finalizou.

“Este não será um ato ‘contra a imprensa’ visando ‘silenciar’ comunicadores popularescos. Muitos de nós somos jornalistas e sempre lutamos contra qualquer tipo de censura (do Estado ou dos donos da mídia), sempre defendemos uma imprensa livre, mas Anacleto, Mofi, Samuka, qualquer um desses, não é uma questão somente para os direitos humanos, mas para todos nós que não aguentamos e não aceitamos mais esse tipo de postura dos meios de comunicação. Não há ética, não há princípios, não há respeito”, acrescentou Fabiano.

A jornalista Rosa Varjão defende que se envie para o ao Ministério das Comunicações cópias de vários programas desse tipo. “Assim, estes órgãos ficam sabendo dos conteúdos dos programas que estão sendo veiculados nas rádios da Paraíba”. Mabel Dias, Coordenadora de Gênero da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba, também faz coro com os indignados em relação aos programas policiais veiculados nas rádios e TV. Para Zezé Béchade, assessora de comunicação. “Anacleto merece ser banido dos meios de comunicação, mas os culpados também são todos os envolvidos na produção e veiculação desse tipo de programa”.

“Precisamos agir, ou seja, reagir a estes caras de pau. Vamos nos mobilizar e ir às ruas contra esta mídia marrom. Ética não pode ser confudida com falsa liberdade de expressão e comunicação”, disse Fernanda Benvenutty, do movimento LGBT da Paraíba.

DISTORÇÕES EM RADCOM


Senador denuncia rádio comunitária de Alta Floresta/RO, usada para fins políticos


Durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça, o senador Ivo Cassol (foto) relatou e aprovou a criação da rádio Pingo D’Água FM, a ser instalada município homônimo no estado de Minas Gerais, e aproveitou para denunciar o uso político de emissoras comunitárias no estado de Rondônia, citando a rádio comunitária de Alta Floresta como exemplo de mau uso de concessão pública de serviço. “Emissora de rádio comunitária é para servir a população, e não para servir de palanque para políticos, seja ele quem for”, denunciou Cassol.

De acordo com o senador, diversos ouvintes reclamaram que a emissora faz campanha difamatória contra o prefeito e alguns vereadores, ao mesmo tempo que tenta promover ex-candidatos derrotados que pensam em retornar ao cenário político. “Estão usando os microfones da emissora para caluniar pessoas honestas e tentar promover politicamente quem as urnas já condenaram”, disse Cassol, afirmando que irá denunciar o ocorrido junto à Anatel para as providências que podem chegar ao extremo de cassar a concessão da emissora e seus responsáveis serem acionados judicialmente.

www.rondoniaagora.com

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cabo Branco e Correio se unem contra regulamentação de rádios comunitárias

Os opostos se atraem, ensina o velho ditado. Especialmente quando tem algo em comum. Como vem acontecendo com a Tv Cabo Branco e o Sistema Correio. Por trás da briga quase que homicida por audiência e prestígio político, existe algo que os une. É a luta contra projeto de lei que regulamenta a atividade das rádios alternativas na Capital.

Sabe-se que empresários dos dois sistemas foram fazer loby (ou pressão mesmo) sobre os vereadores da Capital para evitar que a matéria passe na Câmara. Não querem que figuras do povo dominem as ondas sonoras e chamem a atenção para um mercado em franca expansão no país.

Como justificativa, alegam que a Secretaria de Comunicação do Município não pode ficar com a prerrogativa de autorizar o funcionamento de rádios, vez que isso seria atribuição exclusiva da União.

A desculpa esconde um ranço empresarial que prefere aniquilar futuras ameaças na fonte. Ontem, Cabo Branco e Correio agiram em conjunto. Foram à Câmara, ligaram para os vereadores.

Ninguém é besta de “desobedecer” à ordem de ambos. Aliás, é provável que outros empresários se acostem à luta contra as rádios comunitárias.

Por tabela, acusam o governo de ser ditador. Também não o são? Agem querendo defender a voz do povo. Ma desde que a voz do povo seja transmitida pelos seus sinais. Nunca pelos sinais do próprio povo.

Chris Maurício

Rádio Comunitária Treme Treme

João Pessoa/PB

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Botamos pra torar na Rádio Tabajara da Paraíba

Fábio Mozart e Clévia Paz

Eu e minha comadre radialista Clévia Paz inauguramos o programa “Alô comunidade” na Rádio Tabajara da Paraíba no sábado que passou (18 de junho) às 14 horas. Recebemos muitas mensagens de congratulações pela qualidade do programa.

O programa foi legal, mas era estréia, nosso equipamento não é de primeira, a turma da técnica inexperiente, mas é assim mesmo, depois as coisas se encaixam. Valeu Marcelo Ricardo, valeu Ricardson Dias, pela força! Nossos agradecimentos ao diretor de programação da Rádio Tabajara da Paraíba, Cristóvão Tadeu, que acreditou na ideia e apadrinhou a turma das rádios comunitárias para abrir esse canal na emissora oficial do Estado. Não é pouca coisa. É a primeira rádio oficial do Brasil a encaixar em sua grade de programação um horário dedicado ao movimento de rádios livres e comunitárias. O esforço e a organização do movimento popular paraibano é quem vai tocar pra frente o programa. Espero contar com sindicatos, rádios livres e comunitárias, associações de bairro e afins.

No próximo sábado tem entrevista com o líder comunitário Carlos Lima, da Associação de Promoção Social e Cultural do bairro dos Novaes. E tem também Silvio Lixo exclusivo, o cara que é a voz do povão no bairro Ernesto Geisel. Silvio Lixo é carnavalesco, animador de quadrilha de São João, biriteiro, tocador de pandeiro e mestre na arte de bem viver.

Desde o feto ela sabia que seria radialista. Clévia Paz nasceu pra falar no aparelho. Menina preparada, de voz melodiosa e respiração tranquila. Dicção articulada e afinada que só língua de tamanduá. Ainda mais agora que acaba de tomar posse no cargo de Articuladora Cultural do vale do Paraíba.
O programa “Alô comunidade” de sábado passado começou com um furo da gota serena: Ricardo Coutinho falou no rádio sobre liberdade de imprensa, direito à comunicação e apoio às rádios comunitárias. Certo que foi uma gravação do começo da década de 2010, mas ninguém tem esse material, só a Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares.

Dalmo Oliveira é o jornalista que está por trás desse nó. Ele, Marcos Veloso e Fabiana Veloso, da rádio Zumbi. Esperamos agregar mais rádios além da Diversidade do Jardim Veneza, Voz Popular da comunidade São Rafael, Independente do Timbó e Vale do Paraíba. Que tal fazer parte de um programa que alcança milhares de pessoas em toda a Paraíba e estados vizinhos, atingindo os lugares mais distantes do nosso Estado?

O rádio é ainda o melhor meio de comunicação, e emissoras em amplitude modulada (AM) têm muita audiência. A rádio comunitária Diversidade do Jardim Veneza fez uma pesquisa naquele populoso bairro de João Pessoa, concluindo que o rádio é o veículo que mais se ouve, em média 3 horas e 45 minutos por dia. Some a isto que as pessoas absorvem o que ouvem (palavras) com mais facilidade do que o que vêem (imagens). O rádio tem o triplo da audiência da televisão durante a manhã e mais do dobro durante a tarde. O rádio, portanto, é imbatível.

Quem quiser ouvir o programa online, só clicar no endereço abaixo:

Governo “crucifica” as rádios comunitárias


Na última quinta-feira, dia 9 de junho, conversei, no programa “Direto ao Ponto”, com Maurício Evaristo, diretor da rádio Comunidade Geral FM (104.9), de Guarabira. Até então eu não fazia ideia das dificuldades que perseguem uma emissora de rádio nos moldes da que ele dirige. A coisa começa fedendo desde a concessão. Foram nada menos de dez anos para que finalmente viesse a “boa nova”. Depois novos empecilhos. A sustentabilidade dessas emissoras sofre graves restrições, pois são proibidas de veicularem publicidade. São liberados apenas anúncios em forma de apoio cultural. Isso quer dizer que o governo “assassina o bebê” ainda no feto. Seria mais ou menos assim: “Olha, você vai ter a concessão de sua rádio. Mas lamento dizer que você só não vai poder colocá-la no ar…

Maurício Evaristo me forneceu mais informações (e, claro, fez reclamações). E pelo que ele me disse a coisa parece fazer parte de uma trama muito bem urdida para “sangrar” a mais democrática das formas de comunicação. É que existe uma limitação para a potência das rádios comunitárias. A famigerada Lei 9.612/98 limita a potência em 25 watts. Isso faz com que o alcance dessas emissoras seja restrito. Numa cidade como Guarabira, de 56 mil habitantes, existe gente que não ouve a rádio Comunidade Geral. E as restrições não param por aí. E essa até que podemos ter na conta de aceitável. É que a lei diz que uma rádio comunitária só pode se distanciar até quinhentos metros da sede da associação (em tempo: apenas associações ou fundações podem ser detentoras de rádios comunitárias).

Algumas dessas restrições são compreensíveis do ponto de vista do interesse empresarial e político. Ora, não é segredo que boa parte das emissoras comerciais do Brasil estão nas mãos de empresários e políticos – ou das duas coisas juntas. E, logicamente, as rádios comunitárias podem incomodar pela programação que podem imprimir, e – mais grave ainda – podem ser fator de queda no faturamento das emissoras comerciais. Observamos que algumas dessas restrições acabam sendo a válvula de escape de que precisam certos políticos maledicentes para “contaminarem” as comunitárias. Quando proíbem tais emissoras de se sustentarem do próprio trabalho que executam ele abrem uma fenda bem larga e profunda para que essas emissoras venham a depender do assistencialismo da classe política. E aí, já viu, né… Logo aparecem as “tentações”… Sem falar nos chamados “laranjas”…

De modo que a entrevista com Maurício Evaristo me deixou pasmo acerca do modo como o governo trata as rádios comunitárias.

Conheça os principais pontos de sangria contidos na lei 9.612/98:

Art. 1º Denomina-se Serviço de Radiodifusão Comunitária a radiodifusão sonora, em freqüência modulada, operada em baixa potência e cobertura restrita, outorgada a fundações e associações comunitárias, sem fins lucrativos, com sede na localidade de prestação do serviço.

§ 1º Entende-se por baixa potência o serviço de radiodifusão prestado a comunidade, com potência limitada a um máximo de 25 watts ERP e altura do sistema irradiante não superior a trinta metros.

Art. 18. As prestadoras do Serviço de Radiodifusão Comunitária poderão admitir patrocínio, sob a forma de apoio cultural, para os programas a serem transmitidos, desde que restritos aos estabelecimentos situados na área da comunidade atendida.

Nonato Nunes

Postado por

www.focandoanoticia.com.br


domingo, 19 de junho de 2011

Chico do Rádio é nosso seguidor


Francisco Dias Gomes, Chico do Rádio, como ele mesmo se apresenta: jornalista, radialista e escritor, cordelista e “secretário do povo”. Ele é da cidade paraibana de Cajazeiras, figura muito popular.

Chico da Rádio faz um programa na Rádio Difusora, animado e muito bem disposto, com o seu jeito combativo de fazer rádio.

Chico do rádio diz que faz jornalismo popular, trabalha em serviço de som, edita a revista “Cajazeiras” há vinte e seis anos e também publica um almanaque astrológico, onde “são contidos segredos da natureza e do reino animal, com informações sobre época de plantar e de colher”.

Chico é o mais novo seguidor do blog da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares.

sábado, 18 de junho de 2011

ALÔ COMUNIDADE vai ao ar hoje pela Rádio Tabajara AM


Ouça HOJE o programa ALÔ COMUNIDADE!

Estréia neste sábado (18) das 14h00 às 15h00, na Rádio Tabajara AM, o programa ALÔ COMUNIDADE!

Hoje ganha espaço na programação da Rádio Tabajara AM o programa das rádios comunitárias e livres, com produção da ABRAÇO e da Sociedade Cultural Posse Nova República.

· Música Popular Paraibana de Qualidade apresenta os cantores Toninho Borbo e Vital Alves.

· O governador Ricardo Coutinho fala sobre rádios comunitárias e saúde pública.

· Jovens das comunidades do Timbó e São Rafael divulgam campanhas de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis através do Hip Hop.

· Rádio Comunitária Diversidade do Jardim Veneza entrevista líderes comunitários.

· Rádio Comunitária Zumbi tem espaço em rede nacional de rádios comunitárias.

· Notícias do Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários da Paraíba.

· Funjope realiza oficinas culturais nos bairros de João Pessoa.

Essas e outras matérias na edição inaugural de HOJE do programa ALÔ COMUNIDADE!

Transmissão Online:

www.radiozumbijp.blogspot.com