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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Rádio Abraço NO AR – estréia o Jornal da Abraço


Um novo espaço de informação diferenciado, para melhor atender todas as comunidades e rádios comunitárias do Brasil, será acrescentado na programação da Rádio Abraço NO AR. No dia 31 de janeiro (terça-feira), às 13h, estréia o “Jornal da Abraço – A informação comentada”, sob o comando da radialista comunitária catarinense Aline Nandi, da Rádio Comunitária Fumaça, de Morro da Fumaça. Segundo ela, o objetivo do programa é de fato conhecer a realidade, projetos, programas e atividades desenvolvidas pelas rádios comunitárias junto às comunidades, bem como ações que interferem diretamente no dia a dia das entidades, seus colaboradores e população.

De acordo com Aline Nandi, o Jornal da Abraço surgiu a partir de sua participação na cobertura da Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que ocorreu em Brasília em dezembro de 2011. “O programa nasceu da necessidade que temos de uma revista de informação diferente para o espaço das rádios. Mais do que darmos a informação, é preciso apontar alguns pontos de vista sobre a mesma ou mostrar outro olhar desta”, relatou Aline.

Com uma linguagem descontraída, o Jornal da Abraço será composto de três blocos e abordará temas e acontecimentos de diferentes regiões do Brasil em cada edição. Os ouvintes e as emissoras poderão interagir através do email do programa(jornaldaabraco@gmail.com) e também pelo site, pois as informações serão produzidas também a partir de comentários e sugestões. “Os comentários partirão do olhar para cada realidade e análise do conjunto da sociedade, mas priorizando sustentabilidades, consciência e uma linguagem mais social”, diz Aline Nandi.

Para a apresentadora, as expectativas surgem a cada novo amanhecer, pois há um mês iniciou-se a produção do programa, e no decorrer de cada dia o jornal foi sendo moldado. “Esperamos que as rádios possam ir aderindo e que o programa continue sendo produzido por muitas mãos. Que ele possa sim em um curto espaço de tempo estar em mais cantos e recantos deste Brasil”.

O Coordenador Executivo da Abraço Nacional, José Sóter, diz que “a função da Rádio Abraço no Ar é justamente fazer circular as informações para as rádios comunitárias de todo o Brasil e a sua grade de programação deverá ser totalmente ocupada com contribuições das Abraços Estaduais. Basta a Abraço Estadual produzir o programa e encaminhar pra ser incluído na grade.”

Bruno Caetano
Da Redação

MiniCom reforça importância de emissoras comunitárias em anúncio para rádios



Spot está disponível para download e veiculação em qualquer emissora


O Ministério das Comunicações lança a partir dessa sexta-feira um spot de rádio para reforçar a importância das rádios comunitárias e da participação da comunidade nas emissoras de sua região. A mensagem com quase 50 segundos de duração está livre para download e utilização por qualquer emissora comercial, comunitária ou educativa que queira veicular o anúncio.

Gravado em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação, o spot também vai ser veiculado nas emissoras públicas de rádio da EBC. “O objetivo é reconhecer a importância das rádios comunitárias, sua função social, convidando todos a participar da programação da rádio da sua localidade”, afirma o coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária do MiniCom Octávio Pieranti.

Ministério das Comunicações

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO

Fórum de Mídia Livre aprova pauta de luta

O Fórum de Mídia Livre introduziu não apenas na casa de cultura Mario Quintana, mas em todo o mundo o debate conceitual e político e as propostas para uma comunicação radicalmente democrática. A terceira edição do fórum promovida pela Comunicação Brasileira exibiu uma pauta que foi além de um debate corporativo entre pequenos meios.

Foi estratégico e avançou ainda mais na consolidação do direito à comunicação como estruturante dos debates.
Para as políticas públicas, como condicionantes da regulação, acesso e democratização da mídia. E para a apropriação tecnológica como um dos horizontes imediatos do movimento e também ferramenta de mobilização.

Participaram do evento, organizações chave do movimento de comunicação brasileiro como Intervozes, Centro de Estudos da Midia Alternativa Barão de Itararé e FNDC Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, Abraço –Associação Brasileira de radiodifusão comunitária, , publicações como Revista Fórum e Viração – coletivos desenvolvedores de plataformas em software livre , pontos de cultura, e iniciativas de comunicação compartilhada.

O Fórum de Mídia Livre é brasileiro, mas teve uma amostragem clara de que internacionalizou seus diálogos. Diversas presenças vindas da primavera árabe, para uma ponte com o I Fórum de Mídia Livre no mundo afro-árabe, programado para o primeiro semestre e no debate também sobre as mídias que atuam no território ocupado da Palestina.
Na plenária final do Fórum de mídia livre foi também o passo inicial de 2012 rumo ao II Fórum Mundial de Mídia Livre, que ocorrerá inserido no calendário da Cúpula dos Povos para a Rio + 20.

As principais pautas estão concentradas na comunicação como direito e bem comum. Apropriação social das tecnologias utilizando ferramentas e formatos livres; Ação conjunta no Fórum mundial de mídia livre na Rio + 20; Luta pelo marco regulatório; Fortalecer políticas de fomento e sustentabilidade de mídias livres; Ações de mobilização de rua e articulação com ações em rede.

A pauta de luta definida no Fórum de Mídia Livre foi apresentada pelo Coordenador da Abraço Nacional e membro do FNDC, José Luiz Sóter, durante a assembléia dos movimentos sociais realizada na tarde de sábado, penúltimo dia de atividades do Fórum Social Mundial.


Aline Nandi

Agência Abraço – Porto Alegre

domingo, 29 de janeiro de 2012

ALÔ COMUNIDADE no ar



Nesta edição você vai ouvir a primeira parte da entrevista que o jornalista Dalmo Oliveira fez com o Coordenador-executivo da ABRAÇO Bahia, professor Jonicael Cedraz.

Nos estúdios da Tabajara AM, a presença da jornalista, agitadora cultural e carnavalesca Ednamay Cirilo (foto) falando sobre a agremiação Anjo Azul, que completa 18 anos de atividades no carnaval de João Pessoa.

Tem ainda a música de Gessé Gel e do mestre Fuba, com o hino do Anjo Azul.

Clique no link:

http://www.youtube.com/watch?v=Yts_qIf2mzU&list=UUmQ2QunjyVJrwC6t-_WxfhQ&index=1&feature=plcp

sábado, 28 de janeiro de 2012

"Alô comunidade" de hoje entrevista Jonicael Cendraz , da ABRAÇO/BA


Dalmo Oliveira conduz o programa “Alô comunidade” hoje, 28 de janeiro, ao vivo, na Rádio Tabajara da Paraíba (AM 1.110)

Na pauta, grande entrevista com Jonicael Cedraz (foto), da ABRAÇO Bahia.

Nos estúdios, a carnavalesca Ednamay falando de folia e feminismo.

Na “Música Popular Paraibana de Qualidade” tem uma música inédita de Sandoval Fagundes: "Kitila Makumbo"

Notícias sobre rádios comunitárias.

ALÔ COMUNIDADE vai ao ar às 14 horas pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e Rádio Tabajara da Paraíba, retransmitido por sete emissoras comunitárias e diversos blogs e sites.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Começa hoje o Terceiro Fórum de Mídia Livre em Porto Alegre


Em busca de uma comunicação mais ampla e democrática para todos os brasileiros, acontece nos dias 27 e 28 de janeiro, o Terceiro Fórum de Mídia Livre. O evento, que será realizado na Casa de Cultura Mário Quintana em Porto Alegre, terá a participação da Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) e transmissão da Rádio Abraço NO AR. Também participarão do movimento, outras importantes organizações que lutam pela democratização da informação. Estarão presentes integrantes do Centro de Estudos da Midia Alternativa Barão de Itararé, Fórum Nacional pela Democratização da Mídia (FNDC), Intervozes, movimento Blog Prog (blogosfera progressista), revistas Fórum e Viração, Ciranda, entre outros.

O Fórum de Mídia Livre compartilhará o espaço como evento “Conexões Globais”, dedicado a oficinas e práticas de comunicação com uso de internet. Serão realizadas palestras por meio de painéis e webconferências, onde pessoas lutam por uma causa democrática em vários lugares do mundo possam falar de suas experiências.

Nesta terceira edição do fórum, promovida pela Comunicação Brasileira, o foco será a própria comunicação como base dos debates. Serão discutidas as medias importantes que devem ser tomadas para que a sociedade civil tenha uma ampla participação nos meios de comunicação, retirando do monopólio midiático, o controle da informação.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Alceu Valença traduz o poder das rádios comunitárias


Falar a linguagem do povo enfatizando a consciência social e cultural é uma das grandes características de uma rádio comunitária. Nobre função que pode ser ouvida até mesmo em alguns dos clássicos da nossa MPB. Em 1987, o cantor e compositor pernambucano Alceu Valença gravou a canção FM Rebeldia, interpretando um sonho musical e revolucionário.

Composta com o parceiro Marcelo Peixoto, a música fala sobre uma luta de classes, entre o morro e a cidade. Misturando samba e baião, Alceu identifica a comunicação no rádio como a principal arma da maioria, tendo ela o poder de mobilização e conscientização. Regravada também por Ney Mato Grosso e Margareth Menezes, FM Rebeldia passa em sua letra, uma mensagem direta e comprometida com a comunidade. Um relato de um sonho, que em forma de canção, traduz o poder da comunicação comunitária hoje e sempre.

FM Rebeldia

Alceu Valença / Marcelo Peixoto

Um dia eu tive um sonho
Que havia começado a grande guerra
Entre o morro e a cidade
E o meu amigo Melodia
Era o Comandante-em-Chefe
Da primeira bateria
Lá do morro de São Carlos

Ele falava, eu entendia
Você precisa escutar a rebeldia

Pantera Negra, FM Rebeldia
Transmitindo da Rocinha
Primeiro comunicado
O pão e circo e o poder da maioria
Um país em harmonia
Com seu povo alimentado
E era um sonho ao som
De um samba tão bonito
Que quase não acredito
Eu não queria acordar
Pantera Negra, FM Rebeldia
Transmitindo da Rocinha
Primeiro comunicado

Um dia desses
Alguém falava, eu entendia
Nós precisamos conviver em harmonia
Ele falava, eu entendia
Você precisa escutar a rebeldia
Pantera Negra, FM Rebeldia
Transmitindo da Rocinha
Primeiro comunicado
O pão e circo e o poder da maioria
O país bem poderia
Ter seu povo alimentado


Bruno Caetano

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fórum de Mídia Livre será realizado em Porto Alegre


A construção de políticas públicas para mídias livres, a busca de uma rede social livre e o debate sobre as revoluções árabes serão temas do III Fórum de Mídia Livre (FML). O evento acontece em Porto Alegre nos dias 27 e 28 de janeiro, durante o Fórum Social Temático, e traz também discussão sobre o software livre, apropriação tecnológica e a regulação da mídia.

“O evento será um importante espaço para debater políticas de comunicação para veículos alternativos, nesse se inserem rede de blogs, rádios comunitárias e plataformas de software livre, objetivando sempre políticas que assegurem o acesso, apropriação tecnológica e direito humano e universal”, afirma Rita Freire, da Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada.

Organizado por entidades da sociedade civil e veículos alternativos, a terceira edição do evento servirá como preparatória para a sua versão internacional, o II Fórum Mundial de Mídias Livres (FMML), que ocorrerá em julho durante a Cúpula dos Povos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento sustentável (RIO+20).

A grande novidade da terceira edição do FML é o debate sobre a mídia e as revoluções árabes, contado com a presença de entidades internacionais como Ejoussour, organização civil do Marrocos que luta pela construção da democracia na região, e por iniciativas de mídia da Palestina. “O painel busca promover o intercâmbio e fortalecimento da discussão sobre mídia livre. Como a discussão lá fora está muito forte, devido ao contexto político desses povos e o processo de construção da democracia, achamos importante a criação desse painel ”, aponta Bia Barbosa, integrante do Intervozes.

Redes sociais livres
Nas discussões sobre apropriação tecnológica estará proposta a construção de uma grande rede social baseadas em software livre para os movimentos sociais. A ideia é criar uma rede autônoma que facilite a organização das organizações. “As redes mais utilizadas estão atreladas a empresas privadas, assim os movimentos sociais ficam à mercê dos interesses mercadológicos, pois as empresas podem retirar páginas coletivas do ar, por divergências ideológicas ou qualquer outro motivo”, afirma Bia.

O FML
O Fórum nasceu para como espaço de articulação de iniciativas de mídia livre e debate sobre o direito à comunicação. A primeira edição do Fórum aconteceu no Rio de Janeiro, em 2008. O evento foi um dos articuladores do primeiro Fórum Mundial de Mídia Livre (FMML), ocorrido no Pará, antes do início do Fórum Social Mundial em Belém. Já a segunda edição nacional do FML ocorreu em Vitória (ES), em 2009.

Conexões Globais
Concomitantemente ao FML, dividindo o espaço físico e com uma proposta mais interativa, acontecerá o Conexões Globais, evento que procura promover o diálogo sobre as formas de ativismo social na era da internet.

O Conexões contará com oficinas, webconferências, shows de música, lançamento de livros e atrações artísticas, atividades que terão em comum o apoio a cultura digital. Temas como direitos humanos e civis na internet e direito autoral estarão em discussão. “O evento é uma celebração a cultura digital e hacker, aos ativistas e protagonistas das novas formas de mobilização”, afirma Marcelo Branco, organizador das atividades.

O intercâmbio com os movimentos que tiveram destaque em 2011 ocorrerá por meio de webconferência com ativistas da Espanha, Chile, países arábes, entre outros. “Teremos também uma webconferência com um ativista de Tóquio, onde ele debaterá o acesso à informação no vazamento de Fukushima. O Governo e a grande mídia ofuscavam os acontecimentos, mas as mídias sociais tiveram um papel fundamental de denunciar a gravidade do problema”, aponta Branco.

Confira a programação do III Fórum de Mídia Livre no site http://www.forumdemidialivre.org e a programação do Conexões Globais no site http://conexoesglobais.com.br .

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Rádios Comunitárias filiadas à Abraço Potiguar apoiam Movimento em defesa da UERN

Radialista Hugo Tavares

Mutirão busca salvar UERN de Santa Cruz

Representantes de entidades da sociedade civil organizada de Santa Cruz estão organizando um Mutirão em Defesa da UERN – um movimento que tem por finalidade alertar as autoridades para o ostracismo que vem tomando conta do Núcleo Avançado de Educação Superior de Santa Cruz.

O servidor público Hugo Tavares Dutra, um dos líderes do movimento, revela que é preciso se discutir sobre o papel da UERN naquele município. “A universidade foi instalada em nossa cidade sem uma discussão, apenas por uma imposição política. O resultado é que dos dois cursos criados inicialmente, apenas um está funcionando e não sabemos se atende às demandas locais”, destaca. O citado Núcleo foi instalado com dois cursos, Enfermagem e Ciências da Computação. O primeiro formou apenas uma turma. Apenas o segundo permanece e nenhum novo curso foram criados.

Hugo revela que a cidade conta com uma unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN) também com um curso de Ciências da Computação, e com universidades privadas com cursos na área médica. “Precisamos então discutir sobre que rumo será dado à UERN. Temos que salvar a UERN em nossa cidade e isso passa, primeiramente, por uma discussão sobre o seu papel”, destaca Hugo Tavares, que já foi membro de diretório acadêmico, e integra a direção estadual da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço/Potiguar).

O líder do movimento revela que o prefeito de Santa Cruz, Péricles Rocha, integra o Mutirão em Defesa da UERN e se comprometeu a dar a parcela de contribuição da prefeitura para que o Núcleo seja revitalizado e ampliado. O Executivo local é parceiro da UERN na instalação e manutenção do Núcleo Avançado de Educação Superior de Santa Cruz.

O Mutirão estará nesta terça-feira em Natal na sede da UERN na Av. Airton Sena, para participar, a partir das 15:30h, de uma audiência com o reitor Milton Marques de Medeiros.

Integram a comitiva que estará em Natal, representantes do IFRN (professores e estudantes), do Hospital Universitário, da Câmara Municipal, do Conselho Municipal de Saúde, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (SINTE/RN), da UERN, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Federação dos Trabalhadores em Administração Pública Municipal do Rio Grande do Norte (FETAM-RN) e da Abraço Potiguar.

“Esse movimento está apenas começando. Vamos realizar dois grandes atos. O Mutirão está sendo fortalecido e queremos que esse fortalecimento se reproduza na melhoria e crescimento da UERN. O mais rápido possível” finaliza.

Mais informações: 8124-6607 (Hugo ou Cássio)

Abraço Nacional

domingo, 22 de janeiro de 2012

RÁDIO TABAJARA DA PARAÍBA AM

Aluizia Freire e Fábio Mozart, apresentador do programa "Alô comunidade"


Milagre do rádio mantém ouvinte ligada por mais de seis décadas

Fábio Mozart

O rádio vai completar 90 anos no Brasil. A Rádio Tabajara da Paraíba comemora 75 anos de transmissão ininterrupta em 25 de janeiro próximo, sendo a quarta emissora mais antiga em atividade no país. Antes da Primeira Guerra Mundial, quando dos primeiros experimentos radiofônicos, a imprensa noticiava: “as ondas de rádio poderão, no futuro, ser uma arma de guerra, explodindo minas à distância ou lançando torpedos”. O rádio revelou-se uma arma de paz.

Faço um programa na Rádio Tabajara da Paraíba, em amplitude modulada, frequência que está meio fora de moda. Quase ninguém ouve rádio AM. Diante da multiplicidade do rádio em frequência modulada, de melhor qualidade sonora, o rádio AM perde cada vez mais espaços. Mas é na amplitude modulada onde se ouve rádiojornalismo de qualidade, de certa forma distante dos “virais da mídia radiofônica convencional”, como bem define o jornalista Dalmo Oliveira, meu companheiro na produção e apresentação do programa “Alô comunidade”.

As mídias, hoje, invadem a vida dos cidadãos, oferecendo variadas opções no rádio, na televisão, nos jornais, nas revistas, na internet. Difícil encontrar ouvinte que acompanha a mesma programação todos os dias, anos a fio. Encontrei um exemplo dessa fidelidade, o nome dela é Aluízia Freire,
uma jovem de 82 anos, nascida e criada em Boqueirão, na região do Cariri paraibano, moradora de João Pessoa há 36 anos. Viúva, dona Aluízia passa os dias ouvindo a Rádio Tabajara da Paraíba AM. Ela ligou para o programa “Alô comunidade”, ganhou brindes que fiz questão de levar pessoalmente em sua casa, no bairro Mangabeira. Ela garante que seu rádio só sintoniza a Tabajara há exatos sessenta anos. “Nunca ouço outras rádios. Meu filho me deu de presente um aparelho de rádio que não pegava AM, eu não quis”, diz dona Aluízia, citando todos os apresentadores e DJs da sua emissora do coração. “Gosto de todos. Quando o dia amanhece, escuto cantoria de viola com Severino Paulo, depois vem o Bolinha, Josy Aquino, a seresta de Spencer Hartmann e termino a noite com Luizinho do Pagode”, explica.

É incontestável a penúria de ideias e são cada vez mais comuns abusos de toda ordem no rádio que se pratica na Paraíba. Ouvintes sensíveis e inteligentes como dona Aluízia Freire preferem ouvir uma rádio decente que não incentiva e promove preconceitos, não explora a crendice popular, não espalha boatos nem divulga escândalos, apelando para grosseria e palavrões. A Rádio Tabajara AM não tem essa postura agressiva, até porque não precisa matar e morrer por publicidade e pontos de audiência. É uma rádio pública, pode ser bem comportada, digna de ouvintes honrados como dona Aluízia Freire, há sessenta anos.
www.fabiomozart.blogspot.com

Kennedy Costa lança seu disco de carnaval no "Alô comunidade"

Cantor e compositor paraibano Kennedy Costa


Ouça e divulgue o único programa de rádio da Paraíba que está imune aos virais da mídia convencional: Alô Comunidade! que é produzido pela Associação Cultural Posse Nova República.

Nesse programa:

O poeta "marginal" Iverson Carneiro lança livro em Jampa;

Kennedy Costa lança CD carnavalesco e fala sobre a nova música paraibana;

Bloco "As Anjinhas" vai reunir feministas na prévia do carnaval pessoense;

Livro de Fábio Mozart é lançado em evento maçom na cidade de Mari.

Para ouvir, copie o link abaixo e cole no seu navegador;


http://www.youtube.com/watch?v=aWOinyhhrLU&feature=share

sábado, 21 de janeiro de 2012

“Alô comunidade” entrevista hoje o último “poeta marginal”



Iverson Carneiro, antigo cacique da tribo hippie de João Pessoa, considerado o último “poeta marginal”, estará no programa “Alô comunidade” deste sábado, 21 de janeiro.

Carneiro ganhou notoriedade no meio universitário e underground da Paraíba nos gloriosos anos 80’s pelos seus poemas pornográficos (ou, pornofônicos, se preferirem), recitados invariavelmente em performances radicais.
Iverson lançou o livro de poemas "Moleque Velho" (Observando Edições - 2005), e foi entrevistado por Dalmo Oliveira.

O programa promete outras entrevistas e intervenções musicais da cena paraibana.
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O “Alô Comunidade” é produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e transmitido pela Rádio Tabajara (1.110 AM), reproduzido por sete rádios comunitárias e diversos blogs e sites.
O programa vai ao ar todos os sábados às 14h, com apresentação e produção de Dalmo Oliveira, Fábio Mozart, Clévia Paz e Adriana Felizardo, com reportagem de Fabiana Veloso e Marcos Veloso. Apoio técnico de Marcelo Ricardo e Jacinto Moreno.
Na internet, acesse o programa nos blogs:
www.radiozumbijp.blogspot.com
www.diretodosanhaua.blogspot.com
www.fabiomozart.blogspot.com

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Rádios comunitárias: Sem lenço, mesmo com documento


*Arthur William

Há pessoas que reservam algumas horas de seu dia ou de sua semana para prestar um dos mais importantes serviços de utilidade pública existentes: a Rádio Comunitária. Esses pais de família, jovens e mulheres, ajudam na educação das crianças, na construção de identidades, na manutenção de sotaques, na valorização da cultura popular… Mas fazem tudo isso sem contar com apoio do poder público. Pelo contrário, a única ação dos governos é fechar essas emissoras, levando presos os voluntários que estavam exercendo um papel previsto na Constituição Federal e que raras emissoras comerciais cumprem: levar informação, educação e cultura para a população.

Hoje, no Brasil, há mais rádios comunitárias do que comerciais. Porém, isso não quer dizer que estas últimas estão em vantagem. Na verdade, as emissoras comunitárias são sinônimo de rádios pobres, de baixa potência e amadoras por culpa de uma lei, a 9.612, de 1998.

Essa lei foi criada durante o governo Fernando Henrique Cardoso, em um momento nada favorável para a comunicação alternativa e popular. A lei diz mais “não” do que “sim”. Segundo o texto vigente, as rádios comunitárias não podem:

  • fazer propaganda, nem do pequeno comércio, incentivando a economia local:
  • transmitir para além de um quilômetro, mesmo que a comunidade seja maior;
  • ter antena em altura maior do que 30 metros, mesmo que isso signifique sofrer interferências de morros e prédios;
  • transmitir com mais de 25W de potência, até mil vezes menos do que as rádios privadas;
  • ter mais de um canal por região, ou seja, só é possível ouvir uma rádio por local.

Além disso, foram destinadas as piores frequências para as rádios comunitárias, algumas não conseguimos ouvir em aparelhos comuns.

Outro ponto importante é a banalização do crime que a prisão de radialistas comunitários gera. Se a lei vai contra uma característica natural a qualquer ser humano, que é a capacidade de se comunicar, não adianta fechar uma rádio, pois a comunidade se une e cria outra. Assim como na questão dos downloads na internet, a criminalização de quem reivindica o direito humano à comunicação gera uma banalização do senso de crime. É ruim para um país formar uma juventude que, para exercer um direito humano fundamental, deve infringir as leis vigentes.

As rádios comunitárias chegam ao século 21 como um grande pólo que reúne as ações de comunicação de uma comunidade. Hoje, já estão se articulando com outros projetos como pontos de cultura e de mídia livre, telecentros, jornais, cineclubes e blogs: uma verdadeira central pública de comunicação.

Com a crise do velho modelo das emissoras comerciais baseado na publicidade, as emissoras sem fins lucrativos (públicas, comunitárias, educativas, culturais e universitárias) despontam como uma essencial modalidade de comunicação. Mas é preciso que as rádios tenham sustentabilidade, para sair do voluntarismo e do amadorismo, recebendo o merecido apoio do poder público.

*Arthur William é representante no Brasil da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc).

Publicado originalmente na revista ARede.

MULHERES EM LUTA PELO DIREITO À COMUNICAÇÃO


Depoimento de mulher paraibana sobre rádio comunitária fechada pela Anatel

Meu nome é Débora Lins, sou Presidente do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente em Itabaiana, e faço parte da Rádio Comunitária Vale do Paraíba, que foi fechada pela Polícia Federal em 2002.

A rádio veiculava o programa Feminino Plural, tratando de questões relacionadas, principalmente, com o gênero feminino. No programa a gente discutia temas sobre mulher, saúde preventiva, direitos das crianças e adolescentes, falava de problemas do meio ambiente e tratava também de questões como educação e direito à comunicação.

Acho que foi uma violência terem fechado a rádio, prenderam dois dos nossos diretores, a comunidade ficou sem um canal de comunicação que não tinha nenhum envolvimento político e era uma comunitária de verdade, a rádio Vale do Paraíba, que foi a primeira rádio popular fechada no governo de Lula.

Temos em Itabaiana duas rádios, uma comunitária e outra comercial, mas no fundo são todas rádios que seguem o padrão geral, onde o acesso é difícil. Por exemplo, não tem mais nenhum programa sobre mulheres e com mulheres nessas rádios.

Tem mulher trabalhando nessas rádios, mas não são mulheres com espaço nessa mídia, e sim trabalhadoras que seguem a linha de comunicação tradicional, sem ter aquele diálogo com a comunidade, sem atender à organização das pessoas nas suas comunidades.

Depoimento constante do documentário “Feminino Plural”, produção da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, de Itabaiana/PB) – Projeto contemplado pelo Fundo Municipal de Cultura de João Pessoa.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

PESQUISA


Como se enquadra sua rádio comunitária?

Temos cinco tipos e tendências de rádios comunitárias:

1) as eminentemente comunitárias;

2) as que estão sob controle de algumas pessoas;

3) as comerciais;

4) as de cunho político-eleitoral;

5) as de cunho religioso.

Como se enquadra a rádio comunitária de sua cidade?

Respostas para nosso email: radiozumbifm@gmail.com

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

CAPACITAÇÃO


Abraço-CE realizará cursos de programação radiofônica comunitária

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Ceará (Abraço-CE) promoverá no dia 27 de janeiro (sexta-feira), o curso de Programação Radiofônica Comunitária e Educativa. O evento acontecerá no Pólo de Atendimento Raimunda Amélia da Silva (Bairro Cohab) em Jaguaruana, de 8h às 17h. Os participantes terão a oportunidade de adquirir conhecimentos em: comunicação comunitária, popular e alternativa; experiências de rádios comunitárias; programação radiofônica (sonoplastia) e educação no rádio.

Cada emissora poderá indicar três participantes para o curso. A Abraço-CE também fará no mesmo dia, a reunião regional entre os diretores das emissoras do Vale do Jaguaribe. No mês de fevereiro, o mesmo curso deverá ser realizado na cidade de Crateús. Os municípios de Iguatu, Quixadá, Crato e Sobral, também serão contemplados nos meses seguintes.

Mais informações com o Coordenador Executivo da Abraço-CE, Ismar Capistrano, pelos telefones: (85) 99061 1687 e (85) 9602 3946

Bruno Caetano
Abraço Nacional

domingo, 15 de janeiro de 2012

Locutor de rádio comercial desrespeita ouvintes e provoca tumulto em rádio comunitária na Paraíba


O radialista Diego Lima (foto), da Rádio Miramar de João Pessoa (PB), provocou tumulto e quase foi linchado por populares na cidade de Mari, quando participava de debate na Rádio Comunitária Araçá FM sobre ética na comunicação paraibana. Lima virou protagonista de confronto político ao provocar o diretor da comunitária, Severino Ramos, apresentador do programa “Araçá em Debate”, acusando-o de administrar a emissora com mão de ferro e fazer proselitismo político, mantendo relações com o atual prefeito da cidade. Severino Ramo negou tal postura da emissora e disse que pelo contrário, a rádio tem aberto espaço ao ex-prefeito, porém, o mesmo tem se negado a participar dos programas da emissora. Questionado sobre os motivos de agir como adversário do ex-prefeito, o Diretor afirmou que durante a gestão do referido, foram movidas sob seu apoio e através de sua assessoria, diversas ações na justiça contra a emissora e que todas essas ações seriam com o objetivo de apossar-se da rádio.

O referido “radialista”, Diego Alves de Lima, a cada participação dos ouvintes desdenhava dos mesmos jogando indiretas, insultando e fazendo provocações absurdas. Na participação de Wagner Ribeiro, Lima mostrou-se completamente homofóbico ao criticar a opção sexual de Ribeiro. Mas Diego ainda não se deu por satisfeito e quando da participação do Comunicador Paulo Sérgio, o mesmo fez gracinhas, desdenhando ironicamente da condição de comunicador da emissora comunitária.

O debate não conseguia fluir, já que o citado radialista começou a fazer sérias acusações contra a administração municipal de Mari e inclusive falando de assuntos pessoais da família do prefeito.

O clima só veio a ficar mais carregado quando um dos Diretores da Rádio Comunitária Araçá FM de Mari, conhecido por Zezinho do Evangelho, ligou para o programa e pediu ao Presidente da Rádio e apresentador que colocasse ordem no recinto, que o Diego Lima estava querendo bagunçar o coreto falando “baboseiras”. Antes mesmo de Zezinho terminar a sua participação, o Diego partiu para o ataque e o chamou de “babão”. O apresentador não gostou e pediu que ele respeitasse o ouvinte, pois do contrário cortaria o seu microfone. Inexplicavelmente, Diego Lima volta a defender o ex-prefeito Marcos Martins, sem nem mesmo ter sido citado pelo ouvinte: “É por isso que Marcos Martins não vem aqui”. De imediato, o apresentador retruca: “Rapaz, se tu quer casar com Marcos… parece que é apaixonado por outro homem! Esquece esse homem rapaz”, alfinetou. Logo veio o contra ataque por parte de Diego: “Quem vai casar com Marcos é você! Tá mais fácil eu casar é com a tua mulher, Ramos!”.

A essa altura, a população já estava estarrecida com o que estava ouvindo no ar e muitos populares começaram a chegar em frente à emissora.

O embate continuou, já que, ao falar na mulher do apresentador Ramos, este ameaçou quebrar a cara do radialista Diego que foi convidado a se retirar do estúdio. Na porta da rádio já se encontravam muitos populares que ameaçavam linchar o radialista Diego Lima, o qual saiu do local às pressas, escoltado por assessores do ex-prefeito.

www.expressopb.com.br

sábado, 14 de janeiro de 2012

Jornalista defende programação religiosa em rádios comunitárias


O jornalista Marcelo de Oliveira Volpato publicou na Revista Alterjor, da USP, estudo sobre programação religiosa em rádios comunitárias. “Parece-nos oportuno refletir acerca das configurações das rádios comunitárias uma vez que este modelo de emissoras representa um avanço significativo na democratização da comunicação. Apesar de algumas distorções, este tipo de mídia veicula uma programação diferenciada da grande mídia porque apresenta conteúdos ligados à comunidade”, afirma.

O estudo versa sobre a possibilidade de a mídia comunitária, ao veicular programação religiosa, manter o foco na comunidade com abertura ao pluralismo de idéias e opiniões. Baseado em pesquisa bibliográfica, entrevista e observação assistemática de conteúdo de programação, a pesquisa resulta em estudo de caso de caráter descritivo de duas rádios comunitárias. Conclui-se que se a programação religiosa estiver ligada às necessidades da comunidade, a rádio comunitária consegue promover o bem-comum e a cidadania. Isso depende, portanto, das intenções dos responsáveis pela gestão da emissora. Quando a intenção destes é comercial e/ou proselitista, os interesses comunitários são, notadamente, prejudicados.

Marcelo Volpato é Mestrando em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo. Jornalista formado pela Universidade de Marília. Pesquisador do Núcleo de Estudos de Comunicação Comunitária e Local. E-mail: volpatomarcelo@hotmail.com.

Leia o estudo no endereço: http://www.usp.br/alterjor/Volpato_religiao.pdf

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

PATRIMÔNIO DO POVO

Projeto proíbe a diminuição do volume das emissoras durante a “Voz do Brasil” .

Um projeto do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) proíbe a diminuição da potência das emissoras de radiodifusão durante a transmissão do programa "A Voz do Brasil". O autor relata que algumas rádios diminuem de forma considerável o volume de seus sistemas irradiantes, fazendo com que o programa fique inaudível para várias pessoas.

De acordo com deputado, as emissoras que baixam qualidade de áudio da Voz do Brasil, aproveitam-se do fato de não haver nenhuma lei que proíba a diminuição de potência. Uma pesquisa do Data Folha revela que 88% da população com mais de 16 anos conhecem o programa, e que nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, dois terços deste mesmo público ouvem o noticiário que vai ao ar das 19h às 20h, regularmente.

Feliciano afirma que a A Voz do Brasil é um dos principais instrumentos de difusão das informações de relevância pública hoje disponíveis no país. "É por meio da 'Voz do Brasil' que muitos cidadãos – especialmente aqueles que vivem em pequenas cidades ou no campo, afastados dos grandes centros – têm acesso a informações fundamentais sobre as atividades postas em prática pelos três Poderes do Governo Federal", argumenta Feliciano.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta consta do Projeto de Lei 2495/11, do deputado Pastor Marco Feliciano e altera a Lei 4.117/62.

A Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) está de acordo com todas as manifestações que fazem com que "A Voz do Brasil" seja de fato escutada por todos os brasileiros. Pois ela é um patrimônio do povo, e uma garantia de informação para os que mais necessitam de sua voz.

Bruno Caetano
Da Redação

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"Alô comunidade" dedica edição à cidade de Itabaiana neste sábado (14)

Ubiratan Correia ao lado de Marcos Veloso, um dos apresentadores do programa


O vereador Ubiratan Correia, de Itabaiana, será um dos entrevistados no programa “Alô comunidade” deste sábado, dia 14 de janeiro, na Rádio Tabajara AM a partir das 14 horas.

O programa será dedicado à cidade, com participações do Subsecretário de Cultura Antonio Costta e artistas locais, entre eles o cantor Wagner Lins e o ator Edglês Gonçalves.

O “Alô Comunidade” é produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e transmitido pela Rádio Tabajara (1.110 AM), reproduzido por sete rádios comunitárias e diversos blogs e sites.

O programa vai ao ar todos os sábados às 14h, com apresentação e produção de Dalmo Oliveira, Fábio Mozart, Clévia Paz e Adriana Felizardo, com reportagem de Fabiana Veloso e Marcos Veloso. Apoio técnico de Marcelo Ricardo e Jacinto Moreno.

Na internet, a partir do domingo, acesse gravação do programa nos blogs:

www.radiozumbijp.blogspot.com

www.diretodosanhaua.blogspot.com

www.fabiomozart.blogspot.com

Rádio Comunitária São Vicente FM (BA) entrega casa a anciã

Mutirão para reconstrução de casa em mari (PB), comandado pela Rádio Comunitária Araçá, em 1999.

Rádio Comunitária Araçá, de Mari(PB), já fazia campanha por moradia digna em 1999

A Rádio Comunitária São Vicente FM, de Cristópolis, através do programa Espaço Livre, tem têm realizado diversas campanhas de auxílio social. São reformas de casas, construções, doação de cestas básicas, obtenção de documentos e benefícios em parceria com a comunidade. “Esta participação mostra que o povo de Cristópolis e do Brasil é solidário. Todas as vezes que solicitamos ajuda, obtivemos resposta. Com estas campanhas a rádio está cumprindo seu papel social”, disse Flávio Vasco.

Aos 81 anos de idade, dona Ozila vivia numa casa de paredes feitas com barro e vara, sem energia, sanitário ou água encanada. A realidade de Dona Ozila chegou a ser ainda pior, cerca de 15 anos atrás. Um incêndio, provocado por queimadas atingiu a pequena casa onde morava. “Consegui salvar apenas meio saco de farinha, e só” disse ela. Sem ter onde morar ela passou meses ao relento:” Com a perda da casa, tive que morar embaixo do pé de jatobá”, completou Ozila.

Através de campanha da Rádio São Vicente, a população doou blocos, portas, janelas, madeira, telhas e todo o material para o acabamento. Muitos ajudaram com dinheiro e, também, com mão-de-obra. Foram seis meses entre o início e a conclusão. No final de 2011, a casa de dona Ozila foi entregue.

EM MARI

Na cidade de Mari, Paraíba, a Rádio Comunitária Araçá também realizava esse trabalho de mutirão para consertar ou construir casas de populares desde o final do século vinte. Em 1999, o programa “Debate Comunitário”, comandando pelo jornalista Fábio Mozart, fazia esse tipo de campanha social. “O pessoal da rádio dava o exemplo e trabalhava como voluntário nos finais de semana, lembra Mozart, para quem as rádios comunitárias devem cumprir esse papel social e ser modelos também no aspecto da solidariedade.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

MiniCom capacita rádios comunitárias


Evento em São Paulo vai debater os desafios do setor e prestar esclarecimentos para que entidades se candidatem a uma outorga

Brasília – O primeiro encontro de capacitação de rádios públicas e comunitárias deste ano já tem data marcada: será na próxima segunda-feira, dia 16, em São Paulo (SP). O evento faz parte de uma parceria, firmada no ano passado, entre o Ministério das Comunicações e a Associação de Rádios Públicas do Brasil (Arpub). A ideia é realizar discussões e palestras para esclarecer o passo-a-passo das entidades candidatas a uma outorga nos avisos de habilitação lançados pelo MiniCom, discutir o cenário e os desafios atuais das rádios e aproximar as emissoras da comunidade.

Durante a primeira capacitação deste ano, as discussões na mesa de debates serão sobre o tema “Novas Plataformas e Tecnologias para Rádios Públicas e Comunitárias”. Em seguida, haverá uma palestra com um representante do Ministério das Comunicações para explicar, ponto a ponto, quais as ações, prazos e documentos necessários para que a instituição possa pleitear a habilitação com o objetivo de atuar com uma rádio comunitária quando sua cidade for contemplada nos editais do Ministério. “Com isso, acreditamos que as entidades vão conseguir se preparar melhor, o que torna o processo de outorgas mais rápido e mais eficiente”, afirma o coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária, Octavio Pieranti.

O evento está marcado para as 13 horas da próxima segunda-feira, 16, no edifício-sede dos Correios, na cidade de São Paulo. O endereço é Rua Mergenthaler, 592, Vila Leopoldina. O encontro é aberto a qualquer entidade que queira participar, sem necessidade de inscrição.

Avisos de Habilitação
São Paulo foi o local escolhido para sediar a primeira capacitação de rádios públicas e comunitárias deste ano por um motivo: o próximo aviso de habilitação, a ser lançado na segunda quinzena deste mês, abrange 60 cidades do estado. Em nenhum desses municípios há outorgas para operação de rádios comunitárias. O aviso seguinte, previsto para fevereiro, será para o Rio Grande do Sul. Lá, o Ministério também planeja realizar um evento de capacitação para auxiliar as entidades candidatas à habilitação.

Os editais fazem parte do Plano Nacional de Outorgas para Radiodifusão Comunitária para 2012 e 2013. Nesses dois anos, a ideia é cobrir 1.425 municípios de todo o país. Primeiro, serão incluídas nos avisos de habilitação cidades em que não há emissoras comunitárias outorgadas e que não têm processos em andamento no MiniCom. Em seguida, os editais devem trazer as localidades que já apresentaram novas demandas por rádios comunitárias depois que foi lançado o último aviso de habilitação para os municípos em que se localizam.

Ministério das Comunicações

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lei obriga rádios da Paraíba a tocar músicas de artistas locais


As emissoras de rádio AM e FM que atuam no Estado terão de destinar 10% da grade musical de cada programa à divulgação de trabalhos e obras de músicos e compositores paraibanos. A autoria da iniciativa – Lei nº 9.650, de 29 de dezembro de 2011 – é do deputado Anísio Maia (foto), foi sancionada pelo governador Ricardo Coutinho e publicada na edição do Diário Oficial no dia seguinte (30), devendo entrar em vigor no prazo de 60 dias. A medida repercutiu favoravelmente no meio artístico. “Foi uma decisão acertada”, disse, por exemplo, a superintendente da Tabajara, Maria Eduarda (Duda) Santos. “É importante para divulgar e promover o artista”, afirmou a presidente da Associação das Emissoras de Radiodifusão da Paraíba (Asserp), Marilana Mota, enquanto para o instrumentista Sandoval Moreno “é fantástica e excelente”, prevendo maior valorização da classe do músico. Já a cantora Maria Juliana considerou “uma boa idéia”, com a perspectiva de ampliar o espaço de divulgação, inclusive dos artistas surgidos principalmente nas duas últimas décadas.

Ao elogiar o ato de sanção da lei, a superintendente da Rádio Tabajara, Maria Eduarda, disse que “o governador Ricardo Coutinho está pensando em valorizar a nossa cultura”. Duda lembrou que a iniciativa também vai ao encontro do papel que a emissora oficial do Governo da Paraíba vem desempenhando desde que ela assumiu o cargo, de tocar a música paraibana, destinando – inclusive – um espaço acima dos 10% na grade, dentro da proposta do slogan “O som do novo tempo”. Nesse sentido, informou que a FM 105.5 dedica entre 20% a 25% da programação para tocar música paraibana, enquanto na AM 1110 o índice chega a cerca de 20%.

“O artista da terra tem prioridade e sempre o espaço nesta casa, que é a casa da nossa cultura. O músico da terra, caso tenha gravado em uma grande gravadora, ou não, se tiver qualidade, o trabalho será divulgado”, afirmou Maria Eduarda, referindo-se à Tabajara, salientando que a nova lei contribuirá ainda mais para a valorização da música paraibana.

Vale ressaltar que as rádios comunitárias paraibanas, pelo menos as que têm um perfil de autênticas emissoras populares e democráticas, já reservam mais de 10% em média de sua programação para a música paraibana, sendo que a Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares radicaliza: em sua grade de programação, só se executa músicas de artistas locais.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

IMPORTANTE

Ministério notifica entidades sobre prazo para renovação de outorga de Radcom


Ministério das Comunicações

Entidades devem apresentar documentos ao MiniCom até 18 de janeiro

No final de novembro de 2011, o Ministério das Comunicações publicou uma lista de 242 entidades aptas a apresentar até 18 de janeiro a documentação necessária para renovação da outorga de rádios comunitárias. Nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União, a Coordenação-Geral de Radiodifusão Comunitária notificou 18 entidades sobre a data-limite para envio dos documentos.

A notificação oficial é necessária por as entidades não terem sido encontradas pelos Correios nos endereços informados. As entidades que não se manifestarem no prazo, correm o risco de ter extinta a autorização para funcionamento da rádio comunitária.

Confira aqui as entidades notificadas pelo MiniCom.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Rádio Comunitária Nascente do Vale FM, um projeto em andamento


Uma Lei Federal de 1998 criou o Serviço de Radiodifusão Comunitária. A partir daquele ano, as fundações e associações comunitárias sem fins lucrativos passaram a contar com a possibilidade de um valioso instrumento para difundir tradições sociais, integrar a comunidade e capacitar os cidadãos no exercício do direito de expressão.

Os princípios que regem a operação das Rádios Comunitárias dão conta de que sua programação deve ter finalidades educativas e culturais, promovendo as atividades artísticas e jornalísticas, sempre respeitando os valores éticos e sociais.

As rádios comunitárias são um verdadeiro instrumento de democratização da comunicação e da sociedade, de multiplicação de vozes, de organização da vida comunitária, social, política e cultural, de dinamização da economia local e, sobretudo, de valorização da auto-estima de comunidades e povos esquecidos pelo Estado.

Em Rio do Campo, a ACAERC – Associação Comunitária de Apoio as Entidades de Rio do Campo, fundada desde abril de 2004 visa executar o serviço de Radiodifusão Comunitária. Com o objetivo de recompor o quadro de associados e eleição da nova direção foi realizada no dia 22 de junho de 2011, na Câmara de Vereadores, uma Assembléia Geral.

Com a presença de vários representantes de entidades do município e de representantes da Rádio Comunitária Doce Mel FM de Vitor Meirelles, discutiu-se sobre o processo de legalidade e os meios para a instalação da Rádio. Também se elegeu a nova diretoria com mandato de um ano, sendo os seguintes:

Presidente – Rodrigo Preiss

Diretora Administrativa – Joseanair Hermes

Diretor Operacional – Lenoir Menegazzi

A diretoria vai se reunir para encaminhar os documentos obrigatórios ao Ministério de Comunicação e logo que tiver outros indicativos convocará nova reunião com os sócios e toda a população que desejar se associar para repassar o andamento do processo.

No Ceará, a grande maioria das rádios comunitárias têm objetivos políticos, diz professora universitária


A professora Márcia Vidal Nunes (foto), do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará, afirma em Relatório Técnico-científico que a grande maioria das rádios comunitárias do Ceará vêm assumindo um papel nitidamente instrumental, quer seja para fins político-partidários, nos períodos que antecedem e no decorrer da campanha eleitoral, quer para fins comerciais, desvirtuando-se do seu real papel. No documento, a professora informa que vários políticos profissionais no Estado, que querem se eleger pela primeira vez ou que tentam a reeleição ou mesmo empresários, montaram verdadeiras redes de rádios comunitárias, com o objetivo de utilizá-las durante o período eleitoral.

Um radialista de Sobral, pertencente a uma emissora comercial, e que não quis se identificar revelou que um candidato a vereador conhecido por Paulão, do PSDB, montou pelo menos três rádios e as vendeu ( uma delas a um proprietário de um supermercado local). Ele revela que é um excelente negócio. Uma rádio especificamente que custou quinze mil reais ao político teria sido revendida por quarenta e cinco mil reais.

O processo de criação dessas rádios pode-se dar de várias maneiras. O chefe político delega poderes a algum correligionário que “organiza” a rádio “comunitária” nos termos exigidos pela legislação, arregimentando lideranças locais em torno da criação da rádio, cujos equipamentos e manutenção são custeados pelo político e pela publicidade vendida.

Nos períodos em que não há campanha eleitoral, a rádio funciona como uma rádio comercial comum, sendo um canal de promoção do político junto à população local. Mas há casos em que a rádio comunitária pertence a um líder político e são concedidos espaços para a participação popular, dando a impressão de que a rádio comunitária é autêntica, porque conta com diversos segmentos sociais. Assim, a rádio comunitária tem uma aparência “legítima”, mas o controle dela não é da população, porque o chefe político está por trás dela, exercendo sua influência, usando a rádio para se auto-promover, nem que seja de forma indireta; podendo, a qualquer momento, exercer sua autoridade e “cobrar” da comunidade serviços em troca da coletivização da emissora.