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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Manifesto ao povo brasileiro em repúdio à Sky


EM DEFESA DO AUDIOVISUAL BRASILEIRO e POR UMA TV POR ASSINATURA COM A CARA DO BRASIL!

Atendendo apenas aos seus próprios interesses e aos interesses de produtoras de conteúdos audiovisual estrangeiras que monopolizam as programações dos canais oferecidos aos seus assinantes, a SKY lançou e está massivamente divulgando junto aos seus assinantes e ao público em geral uma sórdida e caluniosa campanha contra a Lei 12.485/2011, que cria o SeaC – Serviço de Acesso Condicionado.

Em consonância com legislações semelhantes já em vigor e/ou que estão sendo atualmente aprovadas em dezenas de países do mundo inteiro, a nova lei estabelece novas normas para o funcionamento dos serviços de TV por assinatura no Brasil, dentre as quais a obrigatoriedade da veiculação dentro da grade de programação dos canais de conteúdo qualificado presentes nos “pacotes” oferecidos aos seus assinantes pelas empresas prestadoras de serviços de apenas um mínimo de 3 horas e 30 minutos semanais de conteúdo audiovisual brasileiro, realizado por produtoras independentes.

Colocada como eixo principal da campanha contrária desenvolvida pela Sky contra a Lei 12.485, a obrigatoriedade da veiculação de produções audiovisuais brasileiras, realizadas por produtoras independentes, ao contrário do que equivocada e mentirosamente afirma a Sky, em nada fere a legítima e democrática liberdade de escolha de programação dos assinantes de serviços de TV por Assinatura, já que propomoverá apenas a ampliação dos conteúdos e programas oferecidos atualmente, garantindo espaço à veiculação de conteúdos e programas produzidos no Brasil e, certamente contribuirá, para poupar os milhões de assinantes de se verem submetidos a programações recheadas de reexibições de produções estrangeiras.

Também repudiamos e afirmamos ser mentirosas as afirmações da Sky que afirmam que a nova lei promoverá uma “intervenção excessiva” do estado em serviços operados por empresas privadas, já que entendemos que além das legislações sobre o setor estarem sendo atualizadas em dezenas de países do mundo, a quota mínima prevista (de 3 horas e 30 minutos semanais) na nova legislação brasileira ainda deixa muito a desejar, já que está muito aquém das reais necessidades, da capacidade, da potencialidade de desenvolvimento econômico do setor audiovisual brasileiro, que lembramos, é fundamental para a defesa da soberania nacional e afirmação das nossas identidades e das diversidades culturais, num contexto mundial a cada dia mais globalizado e homogenizado.

Fruto de uma luta capitaneada durante anos pelo CBC / Congresso Brasileiro de Cinema com o apoio de praticamente todas as entidades e empresas do setor audiovisual brasileiro , a Lei 12.485 foi aprovada por ampla maioria pelo Congresso Nacional, sancionada pela presidente Dilma Roussef e sua regulamentação está atualmente sendo colocada em consultas públicas promovidas pela ANCINE – Agência Nacional de Cinema e pela ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações.

Repudiamos veementemente também a tentativa da Sky de antecipada e liminarmente desqualificar a qualidade dos conteúdos audiovisuais produzidos por empresas brasileiras, registrando que como é de conhecimento público o cinema e inúmeros produtos televisos produzidos no Brasil sempre foram e continuam sendo admirados em todo o mundo, como demonstra claramente as milhares de premiações conquistadas em festivais e o expressivo número de produções exportadas por empresas brasileiras e veiculadas em Tvs de vários países por todo o mundo.

Quanto a ameaça velada da Sky de que a nova Lei acarretará um aumento dos custos aos seus assinantes, registramos que todos os estudos realizados por especialistas do setor apontam que, ao contrário do afirmado, a entrada das empresas de telefonia neste mercado, além de ampliar o número de opoeradoras e a concorrência, acarretará num vertiginoso crescimento do número de assinantes de serviços de Tv por Assinatura no Brasil, resultando na redução valores pagos pelos brasileiros, valores estes que atualmente são considerados como um dos mais caros e restritivos do mundo. Esperando-se ainda que a ampliação da oferta e da competitividade no setor resulte na melhoria dos serviços prestados e na diminuição no número de reclamações dos consumidores sobre a má qualidade dos serviços atualmente prestados.

Assim, por entendermos que a Lei 12.485 atende plenamente aos interesses nacionais de promover o desenvolvimento e fortalecimento da indústria audiovisual brasileira, resultando na ampliação da produção, na geração de milhares de empregos, na valorização das identidades e diversidades culturais brasileiras, e a ainda no acesso do público aos bens culturais nacionais é que o CBC / Congresso Brasileiro de Cinema, as entidades e pessoas abaixo assinadas, lançam este

MANIFESTO AO POVO BRASILEIRO EM REPÚDIO A SKY

Em defesa do cinema e do audiovisual brasileiro!

Em defesa das identidades e diversidades culturais brasileiras!

Em defesa a liberdade de escolha e de expressão!

Em defesa do Brasil e da Soberania Nacional!

Participe e manifeste-se nas consultas públicas.

Subscreva, apoie e participe desta mobilização.

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N21427

DEMONSTRE SUA INDIGNAÇÃO, SEU AMOR PELO BRASIL e SEU RESPEITO À CULTURA BRASILEIRA!

DIGA NÃO A SKY!

E SE VOCÊ É UM ASSINANTE DA SKY, NÃO USE SÓ SEU CONTROLE REMOTO, USE TAMBÉM SEU TELEFONE

CANCELE AGORA MESMO SUA ASSINATURA DA SKY!

ELA NÃO MERECE SUA CONFIANÇA.

A Diretoria

CBC/ CONGRESSO BRASILEIRO DE CINEMA

Data: 28 de fevereiro de 2012

Autor: CBC - Congresso Brasileiro de Cinema

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Abraço Ceará e MST promovem curso sobre Rádios Comunitárias


O curso Programação Radiofônica Educativa e Comunitária reuniu, na sexta, 24 de fevereiro, no Centro de Treinamento de Crateús, 20 radialistas das emissoras da região cearense dos Inhamuns: Carnaúbas Fm de Ipueiras, Cidade Fm de Monsenhor Tabosa, Independência Fm de Independência, 25 de Maio de Madalena e Camponesa Fm de Crateús. As duas últimas são de rádios assentamentos do Movimento Sem Terra (MST). O curso teve o objetivo de apresentar as rádios comunitárias como manifestações do movimento pela democratização da comunicação, refletindo assim o papel social das emissoras.

A capacitação foi facilitada por Sérgio Lira e Ismar Capistrano. Além da democratização da comunicação, foi abordada a história das rádios comunitárias, as características da comunicação comunitária e a programação educativa. “Queremos fortalecer o espírito de emissora comunitária”, explica Sérgio Lira. Para Lucima Rodrigues da Cidade Fm, as rádios comunitárias sempre devem estar com portas abertas para receber todos da comunidade.

A parceria entre MST e Abraço pode ser aprofundada. Genivando Santos da Camponesa Fm ressaltou a necessidade de união de forças de movimentos por uma comunicação verdadeiramente comunitária e pela democratização da comunicação. Manuel Macedo da Carnaúbas Fm comparou a luta das rádios comunitárias como a luta pela terra. “Estas capacitações têm demonstrado a possibilidade de avançarmos em nossos desafios não só de formação, mas de mobilização”, afirma Ismar Capistrano.


Abraço Nacional

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Rádio comunitária na Paraíba doa caixão de defunto


"Doa-se um caixão em ótimo estado de conservação. Se você por ventura tem alguns parente com o pé dentro da cova e outro fora, ligue e participe do Jornal da Manhã 1° Edição de 7:00h às 8:00hr na Rádio Comunitária Rainha Fm 87.9, de Itabaiana (PB) com Josemar Tavares e Valmir Pereira e conte a sua situação. Ligue (83) 3281-2117 e fale ao vivo."

http://ossistemasebruto.blogspot.com/

Vasculhando no Google, o blog da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares descobriu notícia semelhante, só que em programa de rádio comercial, a Band FM.

“Um programa de rádio de Santa Cruz sorteará, nos próximos meses, um caixão de defunto. A inusitada promoção é do “Três é Demais”, comandado por três amigos e veiculado das 14h às 16h, aos sábados, pela Band FM. O grupo surgiu há cerca de cinco anos e chegou a ficar no ar por seis meses na extinta rádio Morena FM. A data do sorteio ainda não foi definida.

“Todas as nossas promoções são inusitadas”, lembra Daniel Ribeiro, um dos “âncoras” e criador do programa.”

Por essas e outras, Rosely Arantes, assessora especial de Políticas Públicas do Governo da Bahia, disse no programa “Alô comunidade”, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares: “80% das rádios ditas comunitárias no Brasil são expressões de quinta categoria de rádios comerciais”.


Programa da rádio Zumbi está no ar


O programa “Alô Comunidade!” voltou ao ar pela Rádio Tabajara AM, 1110 kilohertz. Em sua 37ª edição, o radiofônico vem se posicionando no cenário midiático local como quebra nos paradigmas estabelecidos pelo modelo comunicacional vigente.

O programa trouxe entrevista com com Rosely Arantes, assessora especial de Políticas Públicas do Governo da Bahia, que falou sobre a implantação do Conselho de Comunicação naquele estado. Ela disse que em 2006, entidades da sociedade civil entregaram um documento ao então candidato a governador, Jacques Wagner, antes do primeiro mandato, que serviu de base para a criação do conselho.

O programa traz ainda informações sobre o movimento de rádios comunitárias na Paraíba e no Brasil. Música Paraibana Popular de Qualidade é a secção do programa dedicado aos artistas locais sem espaço nas rádios convencionais.

Com apresentação de Fábio Mozart e Adriana Felizardo, produção e direção de Dalmo Oliveira e técnica de sonoplastia fica por conta de Arnaud Dellane, o programa aborda temas que não saem na mídia convencional. “O fato de estarmos utilizando espaço numa emissora pública é um sinal interessante de que poderemos avançar aqui na Paraíba nesse processo de democratização da comunicação”, avalia Mozart.

Ouça o programa pelo link: http://youtu.be/jF_2ApbdkMs

domingo, 26 de fevereiro de 2012

LIBERDADE DE ANTENA


A perseguição às rádios comunitárias não é um problema exclusivo do Brasil. Segundo a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), na América Latina há problemas em vários países, como no Peru, onde foram proibidas de ter publicidade, e na Argentina, onde as rádios comunitárias foram excluídas do espectro das organizações sem fins lucrativos.

Segundo José Ignacio López Vigil, coordenador da Amarc, o crescente monopólio das freqüências de rádio e televisão não é um assunto técnico, mas de direitos humanos. "Nele se julga a medida da liberdade de expressão da sociedade civil", diz.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

“Alô comunidade” deste sábado tem Hip Hop e cordel


ENTREVISTA: Poeta cordelista Quelyno Sousa, deputada Luciana Santos (foto) PE; jornalista baiana Roseli Arantes.

MÚSICA - Sérgio Túlio, Quelyno Sousa, Kalyne Lima

Debate sobre rádios comunitárias e a cultura do povo paraibano.

Contato: alocomunidadepb@gmail.com

Apresentação de Adriana Felizardo , Dalmo Oliveira e Fábio Mozart.

PRODUÇÃO da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares

TRANSMITIDO pela Rádio Tabajara AM (1.110) e mais sete rádios comunitárias da Paraíba, além de blogs e sites da internet.

NESTE SÁBADO (25) PELA RÁDIO TABAJARA (1.110 AM) - 14h

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Abraço-SE quer mostrar a relevância da comunicação comunitária em evento inédito

Bruno Caetano

Abraço Nacional

Uma grande iniciativa capaz de transformar o senso crítico das pessoas em relação a atual mídia no Brasil será realizada pela Abraço-SE (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária de Sergipe). A entidade promoverá o Primeiro Simpósio de Radiocomunicação Comunitária, com o tema: Radio Comunicação Comunitária, um Direito Humano. O evento acontecerá no dia 10 de Março de 2012 das 08 ás 11:30 e das 14:00 às 17:00 na sede do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, situado na Av. João Ribeiro, 973 – Bairro Santo Antônio. O objetivo é instigar a sociedade no sentido de discutir a prática e o conceito de Direito Humano à Comunicação, buscando promover o senso crítico e a formação de sujeitos ativos que através do acesso às mídias possam efetivar sua participação e intervenção social.

Surgido da idéia de discutir a mídia através de debates populares, o simpósio pretende mudar a forma como a radiodifusão comunitária vem sendo tratada pela política e as grandes mídias brasileiras. A Abraço-SE espera que a partir deste evento, as rádios comunitárias do estado ocupem espaços de discussão na mesma proporção dos meios de comunicação de massa, fazendo com que esse direito também seja um modo de inclusão.

De acordo com o Coordenador da Abraço-SE, Roberto Amorim, o que será trabalhado no simpósio será relevante tanto para os radiocomunitaristas quanto para a sociedade em geral. “Do ponto de vista técnico discutiremos a Rádio Comunitária como um espaço de convergência de mídias e do ponto de vista político evidencia para todos que comunicação além de ser um instrumento que possibilita dar voz de forma direta ao cidadão constitui-se também como instrumento de inclusão”, explicou.

Para Roberto Amorim, o tema do evento retrata a forma pela qual as relações sociais são cada vez mais intermediadas pelos meios de comunicações. “Diante de um cenário cuja concentração se faz como a principal característica do sistema brasileiro de comunicação, pensar em consolidar e praticar o conceito de Direito Humano à Comunicação comunitária é fundamental, no sentido de promover o senso crítico e a formação de sujeitos ativos que através do acesso às mídias possam efetivar sua participação e intervenção social” disse o coordenador.

Para inscrições clique aqui

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Trabalho acadêmico estuda rádios comunitárias em Maceió/AL


O estudante Bruno Silva dos Santos, da Universidade Federal de Alagoas, apresentou dissertação no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, empreendendo uma investigação acerca da formação da Rádio Comunitária no Brasil com o objetivo de responder a um questionamento central: Rádio Comunitária para quem? Nesse sentido, refaz um pouco do histórico do Movimento de Radiodifusão Comunitária no país, para, logo em seguida, apreender elementos que possibilitem desvendar o conceito de Comunidade inscrito na RadCom.

Rádio Comunitária, Comunidade; Reprodução Social

“O fenômeno da proliferação das Rádios Comunitárias no Brasil instiga e ao

mesmo tempo coloca dúvidas quanto a esse movimento essencialmente ligado à

comunicação da classe trabalhadora no país. Permeada por contraditoriedades inerentes

à sociedade capitalista, as RadComs trazem no conceito de Comunidade a concepção

ideológica que tentam moldar as potencialidades desse meio de comunicação popular.

Diante disso, emergem um questionamento central: Rádio Comunitária para

quem?”,indaga ele, na introdução.

Bruno Silva é jornalista em especialização em Gestão e Controle Social de Políticas Públicas pela Universidade Federal de Alagoas. Mestrando em Serviço Social pelo Programa de Pós-graduação em Serviço Social da UFAL, onde desenvolve uma investigação sobre o Movimento de Rádios Comunitárias de Maceió, sob a orientação do prof.º Dr. José Nascimento de França. (e-mail: bruno.mcz@hotmail.com)

O trabalho pode ser acessado no endereço:

http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2006/resumos/R1081-3.pdf