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sábado, 30 de junho de 2012

Associação pede que rádios comunitárias não toquem “forró de plástico”



A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – Abraço, externou sua preocupação com as músicas que seriam executadas durante os festejos juninos. Para a Abraço, a visão dos diversos questionamentos debatidos e ouvidos nos espaços das discussões das emissoras comunitárias leva ao entedimento de que rádio comunitária “deve ser instrumentos da boa música, e não reproduza ou imite programação das emissoras comerciais, onde a única finalidade é o lucro pelo lucro”. Na nota, a Abraço conclama que as rádios comunitárias sejam um instrumento de descoberta dos artistas locais e regionais, dando espaços e ajudando a lapidar, cada vez mais a boa música, “principalmente o nosso forró pé de serra.”
Implicitamente, a entidade representante das rádios comunitárias faz uma crítica à programação das rádios comerciais que prioriza as bandas do chamado “forró de plástico” em detrimento das manifestações autênticas da música nordestina. “Nós, comunicadores populares, temos um discernimento claro do que é música para nossas vidas e o que é música apenas para o faturamento do mercado produtor do capital”, diz a nota da Abraço, assinada por José Moreira, Daniel Pereira e Maria Neuma Rodrigues.
As bandas de forró “estilizado” estão no centro de um debate que se arrasta nos meios comunicacionais e culturais. O atual Secretário de Cultura da Paraíba, cantor e compositor Chico César, determinou que os órgãos governamentais ligados à cultura e ao turismo não deveriam contratar esses conjuntos, o que desencadeou imensa discussão no Estado entre empresários de bandas, agentes culturais e emissoras de rádio, uns a favor e outros contrários ao pensamento de Chico.
Para botar pimenta no assunto, a Polícia Federal explodiu um esquema de superfaturamento de shows envolvendo empresários desse tipo de banda na Paraíba, culminando com a prisão de vários deles, juntamente com alguns prefeitos e secretários municipais.
Para o cantor e compositor paraibano Orlando Otávio, as bandas de forró estilizado são instrumentos de dominação do povo, “ao despir esse povo de sua cultura natural, daquilo que o identifica enquanto grupamento social homogênio, com linguagens e referências próprias.” Para ele, esse tipo de música é apenas jogada de marketing que distorce as festas juninas.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

SÁBADO DE FESTA NA ZUMBI

RADIOJORNALISMO | Alô Comunidade completa um ano no ar e faz festa para comunidade do Geisel

dalmo_adrianaAloComunidade

NESTE SÁBADO, 30 DE JUNHO, FESTA DO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO  DO PROGRAMA ALÔ COMUNIDADE, NO CENTRO COMUNITÁRIO DO BAIRRO DO GEISEL, A PARTIR DAS 14 HORAS. VENHA,  TRAGA SUA MÚSICA, SUA ARTE E A SUA ALEGRIA! VAMOS COMEMORAR JUNTOS O PRIMEIRO ANO ANIVERSÁRIO  DOPROGRAMA ALÔ COMUNIDADE, DA RÁDIO COMUNITÁRIA ZUMBI DOS PALMARES.
O ALÔ COMUNIDADE, SERÁ TRANSMITIDO AO VIVO NESTE SÁBADO A PARTIR DAS 14 HORAS, PELA RÁDIO TABAJARA AM, DIRETO DO CENTRO COMUNITÁRIO DO BAIRRO ERNESTO GEISEL, EM COMEMORAÇÃO AO PRIMEIRO ANO DO PROGRAMA. ESTÃO PREVISTAS DIVERSAS ATRAÇÕES MUSICAIS  DAQUELA COMUNIDADE.  SORTEIO DE BRINDES E MUITA MÚSICA NO PROGRAMA ALÔ COMUNIDADE, AO VIVO, DIRETO DO GEISEL, NESTE SÁBADO, DIA 30.
REALIZAÇÃO: SOCIEDADE CULTURAL POSSE NOVA REPÚBLICA. EM PARCERIA COM O COLETIVO DE JORNALISTAS NOVOS RUMOS E COM A SOCIEDADE CULTURAL AMIGOS DA RAINHA DO VALE. APOIO DA RÁDIO TABAJARA DA PARAÍBA E DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO BAIRRO ERNESTO GEISEL. PATROCÍNIO DO SUPERMERCADO O BELISKÃO.

Radiodifusão Comunitária é um dos setores da comunicação mais desrespeitados do país


Durante o seminário "Liberdade de Expressão, Rádios Comunitárias e Direito de Acesso à Informação" realizado pela AMARC Brasil em parceria com a Relatoria Especial para Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH-OEA) e o apoio do Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC/UFRJ) na última terça-feira, dia 27/06, no Rio de Janeiro, a constatação oficial de que o país assina documentos internacionais em defesa da liberdade de expressão que estão longe de serem cumpridos causou bastante polêmica a já conturbada cena das rádios comunitárias brasileiras.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Rádios comunitárias de Minas Gerais estruturam sua organização




Rádios Comunitárias de cinco regiões de Minas Gerais se mobilizaram em encontros. O Estado possui a maior quantidade destas emissoras no Brasil. Foram realizadas reuniões no Triângulo Mineiro, Sul de Minas, Norte de Minas, Centro-Oeste Mineiro, Campo das Vertentes e Região Metropolitana. As três últimas foram promovidas nos messes de maio e junho, já primeiras, aconteceram no ano passado.

Nos encontros, foram discutidos a conjuntura nacional de luta pelo financiamento público, a alternância de canais, o aumento da potência e a formação dos comunicadores. As emissoras também expuseram suas dificuldades e conquistas sociais. No encontro do Campo das Vertentes, no dia 5 de maio em Barbacena, Davi (Rádio Libertas de Ressaquinha) defendeu a necessidade de formação dos locutores. A importância da organização das emissoras comunitárias foi lembrada por Pedro Ivo na reunião na reunião da região metropolitana (25 de maio, em Belo Horizonte).

Jerônimo, da Mega Fm de Igaratinga, reivindica uma urgente mobilização para a mudança dos canais, durante o Encontro do Oeste Mineiro, no dia 26 de maio, em Divinópolis. Por sua vez, Caio Freitas, da Liberdade 98 Fm de Nova Serrana, sugeriu a produção colaborativa de conteúdo, durante o Encontro das Rádios da Central Mineira, no dia 23 de junho. Em Governador Valadares, João Venâncio, da Nova Tropical Fm de São Sebastião da Antra, luta para que a emissora cheguem às comunidades rurais.

O articulador da Abraço Minas Gerais, Ismar Capistrano, que coordenou os últimos encontros, explica que irá realizar ainda no Vale do Jequitinhonha e Zona da Mata para em seguida reunir os coordenadores das regionais e organizar o Congresso Estadual. O coordenador executivo da Abraço Nacional, José Sóter, acredita que o evento será o maior da história da Abraço no Estados.

Informações: Ismar Capistrano

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Movimento de rádios comunitárias desconfia de parceria entre Abert e Ministério das Comunicações


O Coordenador Geral da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, José Sóter, disse que considera perigosa a relação de dependência entre o público e o privado no caso da parceria proposta pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) para financiar sistema de informática destinado a automatizar os processos de outorga no Ministério das Comunicações. Segundo Sóter, a Abraço sempre defendeu a criação de um conselho de acompanhamento de processos no MC para agilizar as tramitações dos processos. “O Governo nunca aceitou nem conversar com a Abraço sobre a questão. Nós não temos recursos financeiros para financiar informatização, mas temos pessoas envolvidas com a radiodifusão democrática e disposição para participação voluntária no processo”, esclareceu.

Já o Secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Minicom, Genildo Lins (foto), afirma estar mais preocupado com a qualidade do produto que vai ser “doado” pelos empresários. “Nós não sabemos sequer quem são os financiadores. Se o produto não for bom, o setor privado vai ter gastado os recursos desnecessariamente”, analisa.

O Secretário também não vê problemas na relação próxima dos empresários de radiodifusão com o ministério que regulamenta e fiscaliza o setor. “Se o Movimento Brasil Competitivo nos entregar um produto que atenda às nossas necessidades, nós vamos aceitar de bom grado. Afinal, se o governo não consegue arcar com os custos desse sistema, que é muito caro, nós não podemos dizer que o setor privado não pode ajudar o governo”, justifica Lins.

Por outro lado, José Sóter, das rádios comunitárias, disse não “confiar em lobos tomando conta das ovelhas”. Para ele, existe o sério perigo de se abrir brechas na segurança da rede interna de computadores do Ministério, deixando margens para obtenção de informações privilegiadas. “Desconfio das reais intenções dos radiodifusores comerciais”, afirmou ele, que acha uma humilhação para o Governo aceitar esse patrocínio da Abert.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Observatório da Mídia Comunitária mapeia rádios comunitárias outorgadas


O Observatório traz informações, dados e análises sobre os desafios enfrentados pelo sistema de comunicação comunitária no Brasil, com o objetivo de dar visibilidade às dificuldades burocráticas e aquelas resultantes de uma legislação restritiva e por vezes discriminatória aplicável às rádios e TVs comunitárias. A plataforma também busca valorizar esses veículos e seu trabalho, de forma a esclarecer a opinião pública sobre a real situação da comunicação comunitária no país. 

Inicialmente, está sendo lançado o primeiro módulo, o de rádios comunitárias - que traz um mapeamento de todas as rádios comunitárias outorgadas no país, informações sobre os processos de outorgas, fechamentos, jurisprudência e algumas experiências interessantes.

Através do mapa, é possível realizar buscas por localidade ou palavras-chave como o nome da rádio ou endereço. Também algumas densidades são demonstradas diretamente no mapa, como regiões do país contendo o número total de rádios por Estado, a quantidade de rádios por milhão de habitantes e por município.

O estudo sobre as outorgas explicita as etapas para a concessão da licença de rádio comunitária, apresenta estatísticas de entidades que participam ou já participaram dos avisos de habilitação e a quantidade de pedidos negados.

Sobre os fechamentos, há relatos de casos, os históricos de pedidos de informações ao Ministério das Comunicações e Anatel, além de ser um espaço público para divulgação das histórias de fechamento de rádios. O Observatório também apresenta informações sobre o que fazer em caso de fiscalização e fechamento de uma rádio comunitária.

O conteúdo de jurisprudência traz a análise de todas as decisões relacionadas a rádios comunitárias de todos os cinco Tribunais Regionais Federais do país. Nessa análise, de todos processos analisados até o momento, fizemos o estudo detalhado de todos os aspectos das decisões, desde órgão julgador e desembargador responsável, até unanimidade nas decisões e  jurisprudência e legislação mencionada em cada voto. 

O conteúdo sobre sustentabilidade traz uma planilha de custos de uma rádio comunitária e uma lista mínima de equipamentos necessários à manutenção de uma rádio comunitária qualquer que seja.

Por fim, o ObsComCom traz relatos de boas e más experiências relacionadas à prática da radiodifusão comunitária. De um lado, recuperamos a trajetória de luta da rádio Heliópolis de São Paulo, por exemplo. De outro, denunciamos o uso de rádios comunitárias até para ameaças de morte ao vivo.

Os próximos módulos previstos são TVs, provedores, jornais e blogs comunitários. Eles serão lançados futuramente e seguirão a mesma linha do estudo das rádios comunitárias.

O endereço da plataforma é http://obscomcom.org.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

4º Encontro da Abraço Potiguar foi marcado por novas filiações



A cidade de Apodi foi palco de mais um encontro da Abraço Potiguar – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias do Rio Grande do Norte, onde no dia 16 de junho, representantes de mais de vinte emissoras de rádios do estado estiveram presentes, participando de uma ampla programação realizada com o Apoio da FM lagoa 87.9 de Lajedo Soledade. O encontro foi realizado no auditório do hotel Passeio na cidade de Apodi. O evento aconteceu às 9h e se estendeu até às 16h.

Palestras com representantes do SEBRAE, com o presidente da FALS Adailton Targino, e Hugo Tavares (Abraço), fizeram parte da programação; além de visitas aos pontos turísticos da cidade de Apodi, entre eles o Sitio Arqueológico do Lajedo de Soledade. Na pauta administrativa, formou-se comissões para visitar órgãos no estado, além de novas filiações. Na ocasião, cinco associações detentoras de outorgas filiaram se a abraço potiguar. As cidades de Tibau, Governador Dix Sep Rosado, Almino Afonso, Felipe Guerra e Viçosa tiveram suas associações detentora de outorgas filiadas a Abraço Potiguar. Outra definição tirada nesta reunião foi à abertura de uma conta corrente para que os filiados possam estar depositando contribuições mensais. Nesse encontro também houve a prestação de contas da coordenação executiva. Foi decidida também, a vagância no cargo de tesoureiro. Quem deverá assumir, é o primeiro suplente da coordenação executiva, Ezio Renato.
No final do encontro, foi definida a data e local do próximo evento, que será em Tibau, no dia 17 de Novembro. Para o coordenador executivo da Abraço Potiguar, Hugo Tavares o 4° encontro foi marcado por muitos avanços no campo das idéias. “É ótima essa parceria com o SEBRAE do Rio Grande do Norte. Quanto à filiação das novas rádios, vejo o reconhecimento do nosso trabalho ao longo desse primeiro ano a frente da Abraço Potiguar. Precisamos ser grande em quantidade e qualidade” afirmou o coordenador executivo Hugo Tavares Dutra.
O Diretor do Sebrae no Rio Grande do Norte,João Hélio, afirmou que será feito um termo de cooperação entre o SEBRE e a Abraço Potiguar. Durante o encontro foi criada a comissão que irá visitar o SEBRAE no mês de julho.
Informações: Abraço Potiguar

domingo, 24 de junho de 2012

Radialista comunitário mineiro sofre agressão e ameaça de morte


O radialista Emerson Bispo (foto), âncora do programa A Voz do Povo, da Rádio Comunitária de Ibicoara, na Chapada Diamantina, acusou pessoas ligadas à prefeitura da cidade de espancamento e ameaças de morte. Para o profissional, as ações são tentativas de fazê-lo parar de tecer críticas à administração da prefeita Sandra Regina Gomes Vidal (PCdoB). “Eu estava recebendo várias ameaças por causa do programa A Voz do Povo da Rádio Ibicoara FM, que foi incendiada assim que o programa entrou ao ar no início deste ano. Venho recebendo várias ameaças de morte por parte de pessoas ligadas ao grupo que administra o município atualmente”, acusou, em entrevista ao Blog do Anderson. Bispo prestou queixa na delegacia da cidade contra um homem identificado como Arilson Santana.

Segundo nota divulgada pelo diretor da rádio, Emerson Silva Bispo, a rádio estreou há um mês e meio o programa Voz do Povo, que teria despertado “a ira de lideranças políticas do município”. “A rádio teve a porta da frente arrombada, com uma chave de fenda grande, e com um litro de álcool os criminosos atearam fogo em todos os equipamentos”, afirma Bispo. Segundo ele, as chamas foram controladas pelos moradores locais.

Do blog

sábado, 23 de junho de 2012

Parcialidade de rádio comunitária de Mari faz população se revoltar



Na última sexta-feira, 22, a emissora local rádio comunitária Araçá FM de Mari, foi ocupada por uma verdadeira multidão. Revoltados com a parcialidade dos programas jornalísticos da emissora, população foi cobrar espaço para a democracia. Em torno de duzentas pessoas ocuparam a área externa da emissora. "Na verdade queremos que nossa rádio comunitária seja realmente comunitária, pois hoje serve apenas a um grupo político, que o grupo do prefeito atual de Mari e isso não pode acontecer. Não fomos invadir, nem badernar e muito menos bater em ninguém, mas cobrar espaço democrático", disse Diego Lima, que foi pedir o espaço no programa "Liberdade de Expressão" para explicar decisão do TJ que concedeu liminar ao ex-prefeito Marcos Martins garantindo sua pré-candidatura na cidade.

"Essa emissora fala muito bem do gestor atual e mete o cacete em Marcos Martins. Temos gravado a programação jornalistica e basta ouvir para perceber isso, o que a Araçá FM não pode fazer por ser uma emissora comunitária e não comercial", comentou Diego.


Do blog



Bafafá na rádio comunitária


Mari/PB: Familiares e pré-candidatos aliados de ex-prefeito tentam invadir Rádio Comunitária Araçá FM


Os partidários, familiares e aliados do ex-prefeito de Mari, Marcos Martins, protagonizaram na manhã desta sexta-feira (22) cenas de repressão e vandalismo contra a Rádio Comunitária Araçá FM seus diretores e apresentadores do Programa Jornalístico Liberdade de Expressão.
O cidadão de camisa amarela listrada é o Sr. Diego Lima e por trás de boné preto o cunhado do ex-Prefeito Marcos Martins, o Sr. Lenilson
Tudo aconteceu depois que o ex-prefeito pela manhã durante uma entrevista na Rádio Rural de Guarabira anunciou que o TJ acabara de conceder uma liminar suspendendo os efeitos da decisão da Câmara Municipal que reprovou as suas contas em novembro do ano passado. Marcos Martins atacou veementemente a emissora comunitária e os seus apresentadores e de forma indireta excitou os seus aliados a tomar uma atitude contra a referida emissora.
Ao forçar abrir a porta o Sr. Diego Lima arrancou a ferrolho da mesma que fica no lado de dentro do estúdio
Por volta das 11h00 da manhã quando os seus familiares e partidários comemoravam com uma carreata a decisão da justiça, os manifestantes  se dirigiram a Rádio Comunitária querendo usar o espaço. Sem pedir licença enquanto o programa ainda estava no ar um Senhor, de nome Diego Lima que apresenta um programa na Rádio Miramar FM, intitulando-se Assessor do Ex-Prefeito de Mari Marcos Martins, invadiu os estúdios da emissora quebrando a fechadura  e interpelando o apresentador  que pediu para que o mesmo se retirasse do recinto.
Diego Lima já foi protagonista de outro episódio envolvendo a Rádio Araçá FM quando durante uma entrevista o mesmo disse ter vontade de casar com a esposa do apresentador, o caso foi parar na justiça e Diego foi condenado por danos morais e ofensa a honra.
Enquanto Diego Lima havia invadido os estúdios, familiares e pré-candidatos a Vereadores aliados do ex-prefeito Marcos Martins já estavam na porta da rádio tentando adentrar ao recinto,  sendo contidos pelos diretores da casa. O Diretor de Programação da Emissora Marcelo Joaquim foi agredido pelos invasores.
A sra. Érica não se intimidou com a presença da polícia e partiu para agredir o fotógrafo
A polícia foi acionada  para conter os ânimos dos partidários de Marcos Martins, nem assim foi possível acalmar os invasores. Mesmo com a presença da Polícia a Sra. Érica Morgana não se intimidou e tentou agredir o repórter fotográfico que registrava o tumulto, conforme  podemos observar na foto ao lado. Só depois de muita insistência e negociação da polícia que eles se retiraram.
Os apresentadores dos Programas Jornalísticos da emissora estão se sentido coagidos e acuados com as atitudes inclusive do ex-prefeito que tem dado declarações com excitação a violência contra os apresentadores.
Nas imagens a seguir o internauta pode conferir o que aconteceu no prédio da Rádio  Araçá FM na manhã desta sexta-feira:

Durante o episódio o apresentador do Programa Liberdade de Expressão, Marcos Sales, disse no ar que se por ventura algo acontecer contra ele a responsabilidade é do ex-prefeito Marcos Aurélio Martins de Paiva. “Se por ventura alguma coisa acontecer comigo, com algum integrante dessa emissora a culpa será do ex-Prefeito de Mari, o filho de José Martins, o Sr. Marcos Aurélio Martins de Paiva, do jeito que vai estamos com medo de sermos assassinados”, afirmou categoricamenteo apresentador.

Da Redação, com Expresso PB

“Alô comunidade” especial de São João tem sanfoneiro ao vivo



Cantor, compositor e multi-instrumentalista, Walter Luis faz parte da história da MPB paraibana. Nos anos 70, integrou o quarteto Plaft, cujos demais integrantes eram Walter Galvão, Emanuel Brandão e Jobe Lira. Nas décadas seguintes, o cantor participou de vários festivais: SESC-Liceu Paraibano, ForróFest, Canta Nordeste, Canta Brasil, Projeto Araponga, Festival da Violeira Rose Abraão, Folia de Rua, dentre outros. Seu primeiro LP foi lançado em 1990, intitulado “Pão de Música”, em parceria o seu irmão Byaya.

Walter Luiz participou do Programa Raul Gil, na TV Record, do quadro “Boca do Forno”, representando a capital paraibana para todo o Brasil. Walter Luis representou o nordeste e a Paraíba em abril de 2008 no programa Domingão do Faustão, da Rede Globo, onde encarnou o Rei do Baião Luiz Gonzaga no quadro “Os Imitadores”. Em agosto do mesmo ano, o cantor repetiu a dose no Programa Sílvio Santos.

Walter Luiz canta ao vivo e conta suas histórias na edição de hoje (23/6) do “Alô comunidade”.

O “Alô Comunidade” é produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e transmitido pela Rádio Tabajara (1.110 AM), retransmitido por sete rádios comunitárias e diversos blogs e sites, numa produção da Sociedade Cultural Posse Nova República, Ponto de Cultura Cantiga de Ninar e Coletivo de Jornalistas Novos Rumos.

O programa vai ao ar todos os sábados às 14h, com apresentação e produção de Dalmo Oliveira, Fábio Mozart e Adriana Felizardo, reportagem de Fabiana Veloso e Marcos Veloso, apoio de Jacinto Moreno e Gilberto Bastos Júnior. Sonoplastia de Luciano Júnior.

Ouça em tempo real na internet:





sexta-feira, 22 de junho de 2012

Anatel promete aos radiodifusores comerciais mais repressão às rádios livres e comunitárias


O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende (foto), garantiu nesta quarta-feira (20/6) aos radiodifusores do país que a agência está trabalhado para combater o funcionamento de emissoras que não têm autorização, as rádios piratas.
“Toda semana temos um quiprocó com rádios piratas. Quem está trabalhando dentro das regras tem que ser respeitado, mas quem está atuando clandestinamente ou funciona com potência além do autorizado, está sendo combatido firmemente”, disse, durante o 26º Congresso Brasileiro da Radiodifusão, promovido pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
João Rezendo não disse nem lhe foi perguntado a respeito das inúmeras irregularidades cometidas pelas emissoras comerciais, que não sofrem nenhum “combate”. Para José Luiz do Nascimento Sóter, presidente da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), isso se dá porque “há sempre dois pesos e duas medidas no trato da radiodifusão. As rádios comunitárias são tratadas como um empecilho às rádios comerciais, e sofrem todas as intransigências possíveis por isso”. 

Exemplo do tratamento diferenciado, citado por Sóter, diz respeito ao consentimento do Ministério das Comunicações (Minicom) para as rádios comerciais operarem sem a renovação da outorga. Segundo levantamento da Abraço/RS, 204 rádios comerciais operam ilegalmente no estado. Dessas, 24 operam nos municípios de Pelotas e de Santa Maria e região. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

POR QUE A MÚSICA DA PARAÍBA NÃO TOCA NO RÁDIO PARAIBANO?


Pedro Osmar é artista multimídia da Paraíba

E hoje a pergunta é a mesma, porque nada mudou! A luta dos artistas para que a produção paraibana de música chegue até às rádios e TVs comerciais é infrutífera, visto que a lógica violenta dos programadores de rádio ainda é a de massacre do produto local, de escanteamento e desrespeito a todos os pesquisadores que procuram traduzir os valores de uma cultura local/regional/nacional e de mundo, numa simples canção. Há que se debater a democracia e exigir o socialismo desse ato democrático, porque esta é a tendência no governo do Brasil, e da Paraíba! E porque essa tendência democratizante não chega aos meios de comunicação? O resgate dessa luta nesse momento responde a algumas perguntas que foram engavetadas pelo conformismo e pelo engano de muitos de nós, fazendo com que politicamente nossos artistas e suas produções ficassem imobilizados, à mercê de uma postura caduca e reacionária dos “donos” dos meios de comunicação comerciais, alienando uma postura que nunca lhes colocou à frente do seu tempo (e precisamos investir, sim, nesses passos à frente!).

A resposta não poderia ser outra: o Fórum de Música de João Pessoa parte então para reposicionar politicamente o debate, agindo pelo viés do falar alternativo e independente, tendo o estudo, o pensar e o agir da RÁDIO LIVRE JÁ!, como saída para tornar a música paraibana, em diversidade estética, ética e técnica, no contexto da cultura em geral, conhecida do grande público. Sendo este o objetivo inicial para um reposicionamento crítico dos artistas paraibanos diante deste massacre de nosso produto cultural! O evento RÁDIO LIVRE JÁ! É a resposta inicial, reunindo músicos, cantores, compositores e produtores em torno da idéia de construção de uma “rádio livre” para o Fórum de Música de João Pessoa (seja ela web rádio, AM ou FM). Daí que nós estamos vindo à rua de novo para provocar o amplo debate, o necessário debate crítico e público sobre a “Democratização dos meios de Comunicação”, de forma que possamos gerar uma nova expectativa.

Pedro Osmar

quarta-feira, 20 de junho de 2012

UFMA e Abraço firmam parceria pela democratização do conhecimento no Maranhão


SÃO LUÍS – No último dia do Encontro de Rádios Comunitárias, UFMA, líderes comunitários e representantes da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Maranhão, Abraço, discutiram propostas de melhorias das rádios para difundir informação com qualidade. As propostas foram entregues ao reitor em forma de uma Carta de Intenções.

Temas como o Direito à informação e Parcerias entre rádios comunitárias e UFMA foram debatidos pelo advogado da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, Rodrigo Pires Ferreira Lago; pelo tesoureiro da Abraço, Raimundo Pereira e pelos professores da Universidade, Francisco Gonçalves, Rose Ferreira e Ed Wilson Araújo.

Durante as palestras, o ponto crucial e inovador debatido foi a proposta de criação de fundo de recursos para que as rádios e a Abraço mantenham sua estrutura e continuem a funcionar. A ideia, segundo o tesoureiro da Abraço, Raimundo Pereira, é ter a colaboração financeira de cada rádio comunitária para esta questão financeira. “Já é o segundo dia de debates sobre esse assunto”, disse.
“A proposta foi considerada muito boa pelos participantes, porém, há um entrave que envolve a lei, que não permite o apoio financeiro às rádios comunitárias. Contudo, estamos tentando resolver este problema por meio de um projeto que já está tramitando no Congresso Nacional, para algumas modificações nessa mesma lei”, afirma Raimundo Pereira.
Democratizar a informação – Além da questão financeira, a parceria entre o Departamento de Comunicação Social e rádios comunitárias também foi discutida. Estas, por sua vez, irão divulgar o conhecimento científico encontrado na universidade, de forma a democratizá-lo e traduzi-lo, envolvendo o saber popular encontrado nos povoados maranhenses, público alvo das rádios comunitárias. “Democratizar significa mais do que simplesmente transmitir a informação, mas sim deve haver um esforço colaborativo de tradução da linguagem acadêmica para a linguagem popular”, explica o professor Francisco Gonçalves.

Colaborando com a fala de Francisco Gonçalves, a professora Rose Ferreira afirma que essa articulação entre saber popular e produção científica se configura como uma relação de reconhecimento da união desses saberes.

Carta ao Reitor – Ao final dos debates e palestras, foi elaborada uma Carta de Intenções ao Reitor Natalino Salgado, com propostas para que a UFMA colabore com o trabalho das rádios comunitárias. Entre as sugestões expressas na carta, estão a criação de cursos de gestão e administração de rádios comunitárias, de locução e redação, e a elaboração de projetos para conseguir recursos, além da disponibilização de uma estrutura com internet por parte da UFMA.

Representando o reitor, a professora Ester Marques esteve presente para receber a carta e levar as propostas contidas no documento. Durante a sua fala, a professora reafirmou o compromisso de parceria da UFMA e do Departamento de Comunicação Social com as rádios comunitárias e a Abraço. “É importante que a discussão sobre a questão das rádios comunitárias avance”, afirma.

“A UFMA se propôs a receber e organizar o Encontro, pois a questão das rádios comunitárias ainda não é reconhecida pelo Estado. Assim, a UFMA apoia este evento porque as rádios têm um papel importantíssimo de informação, de socialização e de integração do conhecimento, proporcionando o desenvolvimento das comunidades locais”, explicou a professora.

SBPC – O encontro faz parte da programação da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Progresso à Ciência, este ano sediada na UFMA entre os dias 22 e 27 de julho. Segundo Ester Marques, as rádios comunitárias têm um papel fundamental ao tema proposto pela 64ª Reunião: “Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza”. “As rádios comunitárias têm um papel fundamental na divulgação do conhecimento às comunidades tradicionais. É uma ferramenta de produção da cidadania, pois elas chegam a todos os lugares”, concluiu Ester Marques.

Informações: UFMA

terça-feira, 19 de junho de 2012

Rádios comunitárias na internet



O rádio conquista a rede mundial de computadores, sem encontrar barreiras, ultrapassando fronteiras e limites, alcançando todo o Brasil, assim como o mundo. A transmissão por ondas sai de cenário e entra a transmissão on line. Não só rádios comerciais começaram com esse tipo de transmissão, mas as comunitárias também encontraram espaço, transmitindo programações ao vivo através da internet.
Com o objetivo de fortalecer a democratização da comunicação e exercer a cidadania, a rádio comunitária viu a internet como um meio alternativo e uma oportunidade de informar com liberdade, driblando as perseguições, o preconceito e a exclusão. O número deste tipo de emissoras que usam a web ainda é pequeno, devido à falta de recursos, dentre outras dificuldades, mas está cada vez mais barato investir numa transmissão na rede.
A rádio comunitária RP Notícias, de Rio das Pedras, Jacarepaguá, migrou para a internet há cerca de um ano, com a pretensão de estender a sua programação a outras cidades e países. A rádio ampliou, assim, a relação entre público e locutores, mas sem deixar a transmissão por antena. É o que explica a diretora Vanda Santos: “A rádio convencional tem um limite de alcance – funciona apenas nas adjacências. Na net, ela vai além e a audiência é bem grande em outras cidades do Brasil, principalmente no Nordeste”, diz.
Miranda, dirigente da Rádio Jovem, de Casimiro de Abreu, no estado do Rio de Janeiro,  diz que a transmissão via internet foi um complemento, porque viu a necessidade de aumentar a abrangência da emissora, que tem um limite de potência.
Outra comunitária que alçou vôos rumo à web há três anos é a Rádio Maré,também do Rio de Janeiro. O diretor Wladimir Aguiar acredita que as transmissões analógicas serão extintas e por isso viu a internet como um meio de explorar novos públicos e garantir um espaço.
Ele explica que as transmissões on line oferecem uma grande flexibilidade tecnológica: “Alguns programas são produzidos e veiculados ao vivo, fora da favela, e transmitidos remotamente pelo estúdio principal. Temos total controle do estúdio do Morro do Timbau, no complexo de favelas da Maré. Muitas entrevistas são transmitidas ao vivo, sem a necessidade de estar no estúdio".
Perguntado sobre as diferenças entre a Rádio Maré “antena” e a Rádio Maré na internet, Wladimir Aguiar responde que não existe nenhuma, em questão de programação, mas em questões técnicas, sim: “A interação é “full-duplex”, na qual o ouvinte interage e se integra na programação de qualquer lugar do planeta, desde que tenha uma conexão com a rede mundial de computadores. Isso derruba qualquer tentativa da grande mídia de limitar nosso raio de alcance a 1 km".
O diretor da Rádio Maré desabafa: “Agora, o que vale é a qualidade da programação. É a democracia nos meios de comunicação na marra. Esse é o preço que terão de pagar pelo progresso. Nunca o movimento pela democracia nos meios de comunicação poderia imaginar que seria tão fácil montar uma rádio. São os novos tempos da comunicação. Por R$ 9,90, se pode transmitir uma rádio na web. Estou muito feliz por isso. Lembro de muitos companheiros que foram presos, humilhados e processados. Isso prova que estávamos certos, pois a lei de radcom ficou esdrúxula. E agora, a web rádio vai derrubar avião?”, questiona.
Wanderley Gomes diz que a Rádio Estilo Livre, no Vidigal, da qual é dirigente, ainda encontra-se fora da internet, pois o custo é alto e a emissora não tem condições de bancar. Ele acredita que, se os custos fossem barateados, isso seria uma realidade.

Estima-se que 286 rádios comunitárias estão na web, sendo 21% no Rio de Janeiro, 48% em São Paulo, 19% na Bahia e 32% em Minas Gerais, entre outros estados brasileiros, segundo dados do Ministério das Comunicações, de 02 de junho em 2008.

Por Lucadeoli
Santa Tereza - Rio

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Programa ALÔ COMUNIDADE




Protesto de estudantes africanos é destaque no programa da Rádio Zumbi

Anatel tenta fechar rádio livre na Cúpula dos Povos


Policiais são impedidos de sequestrar os equipamentos da rádio

Por Adriana Delorenzo


Em meio à Cúpula dos Povos na Rio+20, dois fiscais da Anatel tentaram fechar a Rádio Cúpula, organizada pela sociedade civil, com transmissão pela 90.7 FM do Rio de Janeiro. A alegação dos fiscais era de que a transmissão seria ilegal.

Houve uma segunda tentativa de fechamento, cerca de duas horas após a primeira. Ativistas protestaram contra o que consideram um atentado ao direito de comunicação. Por enquanto, a rádio continua no ar. A Polícia Federal está na rádio e os membros estão tentando negociar. 

Na primeira tentativa, foi feito um cordão de isolamento na frente do local onde a rádio está instalada para evitar a ação, neste domingo, 17. "Foi a sociedade civil que impediu que os fiscais fechassem a rádio, a população ao redor se mobilizou em protesto", afirmou Leonardo Neves, um dos articuladores do movimento que criou a rádio.

Para Cláudio Sales, da rádio comunitária Pop Goiaba, de Niterói, que participa da Rádio Cúpula, essa ação foi emblemática. “Mostra o que está acontecendo no Brasil todo. Como aqui é uma atividade internacional, vai ter mais repercussão, na favela a polícia chega à bala” .

Na opinião de João Brant, do Coletivo Intervozes, que atua na defesa do direito à Comunicação, o que aconteceu foi surreal. “Demonstra o quão nas trevas estamos nesse debate. É um sinal de que há muita coisa a ser transformada”, disse. 
 
É possível ouvir a rádio também pela internet, no site da Cúpula dos Povos