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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

PARAÍBA

Dono de rádio no brejo reclama de “toco” que contamina comunicadores e má qualidade dos blogs da região

Falando em emissora de sua propriedade, localizada no município de Belém/PB, Tarcísio Marcelo (foto) fez um balanço do ano 2013 e divulgou metas e projetos para 2014. Entre as avaliações feitas, ele foi enfático ao dizer que no próximo ano acompanhará melhor a linha editorial do jornalismo da Rádio Talismã FM, ouvida na frequência 99,3.

Tarcísio Marcelo admitiu que errou ao deixar profissionais do microfone, em sua emissora, fugirem da linha editorial proposta na fase inaugural da empresa, e lamentou que alguns formadores de opinião se deixem contaminar com o famoso “toco” oriundo de agentes políticos.

“O comunicador não pode criticar um prefeito só por que não recebe nada dele. Pelo contrário, o jornalista deve abordar todos os temas administrativos sem olhar, se é ou não, beneficiado pelo gestor”, alfinetou.

A precária redação gramatical e o nível de comprometimento de blogs e portais da região também mereceram observações de Tarcísio. Segundo ele, alguns proprietários de páginas noticiosas na internet deveriam se profissionalizar mais para não permitirem erros gritantes de português e evitarem que suas páginas virtuais se tornem apenas informativos de prefeituras.
O desabafo do Superintendente da Talismã se deu nesta manhã por ocasião do anúncio da nova metodologia jornalística da emissora.

No âmbito da imprensa o “toco” é toda a ajuda financeira que recebe um profissional para evitar comentar ou difundir uma opinião séria sobre um agente político ou sua autarquia, comprometendo a linha editorial da empresa em que trabalha, pois faz propagar apenas aquilo que lhe convém a fim de garantir a manutenção daquela vantagem monetária. O “toco” também promove a omissão da imprensa, que mesmo tendo conhecimento de causa, não divulga a verdade, prejudicando a população. Na linguagem típica da imprensa, “toco” também está associado aos termos “picaretagem ou prostituição jornalística”.



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

"Alô comunidade" recebe locutor de rádio comunitário do interior da Paraíba

José Mailton, ao centro, com o radialista Fábio Mozart (à direita) no "Alô comunidade"

Nesta edição, entrevista com o cantor e compositor Vital Alves. O programa conversou também com o radialista comunitário José Mailton, da Rádio Comunitária Difusora Central da cidade de Gurinhém.

De Pilar, o repórter Evânio Teixeira, da Rádio Comunitária Difusora Verdes Mares, traz mais uma matéria exclusiva com o tema dos Conselhos Tutelares.

Produção de Fábio Mozart. Apresentação de Marcos Veloso, Beto Palhano, Dalmo Oliveira e Fábio Mozart. Sonoplastia de Maurício José.

Um programa da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, em parceria com a Rádio Tabajara da Paraíba.

Ouça a gravação do programa no Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=prXWZ6plN4E&feature=share




sábado, 28 de dezembro de 2013

Compositor lança CD autoral em programa de rádio comunitária na Paraíba




Vital Alves é um do maiores talentos da música paraibana, segundo o maestro Luiz Carlos Otávio. Ele é neto de Daciano Alves de Lima, que por sua vez foi fundador da banda filarmônica 1º de Maio na década de 40, um dos maiores líderes políticos da cidade de Itabaiana em todos os tempos. Além de artesão seleiro e mestre em várias atividades artísticas, Daciano foi Prefeito, Vereador, Juiz de Paz, Presidente da Câmara e animador cultural, tendo fundado clubes carnavalescos, times de futebol e a União dos Artistas e Operários, um dos mais influentes clubes artísticos da cidade por muitos anos. Daciano Alves era cunhado de Zé da Luz, um expoente da arte literária paraibana.

Vindo dessa família, Vital Alves tem a música no sangue. Ele acaba de gravar o CD “Vitalidade”, cujo lançamento será neste sábado, 28, na Rádio Tabajara da Paraíba AM, às 14 horas, no programa “Alô comunidade”, comandado pelos radialistas Dalmo Oliveira, Fábio Mozart, Marcos Veloso e Beto Palhano.

Na mesma edição do programa, o DJ José Mailton vai falar sobre suas experiências como comunicador em uma pequena difusora em Gurinhém, no interior da Paraíba. “Será nossa homenagem às diversas rádios comunitárias e difusoras que retransmitem nosso programa, nesta última edição de 2013”, disse Beto Palhano, um dos apresentadores.

O programa “Alô comunidade” é produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares em parceria com a Rádio Tabajara da Paraíba, retransmitido por onze rádios comunitárias e diversos serviços de som espalhados no interior do Estado.

O programa pode ser ouvido em tempo real pelo site da emissora:


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

RETROSPECTIVA 2013

Estado brasileiro processa militante e criminaliza rádios comunitárias

 



Jerry de Oliveira (foto), do Movimento Nacional de Rádios Comunitárias, é acusado de resistência, ameaça, calúnia e injúria contra agentes da Anatel. Processo é tentativa de calar a voz do movimento social


Por Bruno Marinoni*


- Gostaria de expressar minha alegria por estar aqui discutindo um tema tão relevante como o das rádios comunitárias. Eu mesmo já tive uma – disse o deputado.

- O senhor teve uma? – perguntou Jerry de Oliveira.

- Sim.

- Então, não era comunitária!

(riso geral)

Este diálogo foi presenciado por mim e tantos outros durante uma audiência pública para discutir a digitalização do rádio, realizada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Expressa um pouco da coragem, responsabilidade, clareza e irreverência de Jerry de Oliveira, militante paulista do Movimento Nacional de Rádios Comunitárias (MNRC), que hoje, assim como diversos lutadores sociais que se organizam para resistir ou enfrentar a reprodução das desigualdades, é alvo de um processo criminal.


Jerry é acusado de resistência, ameaça, calúnia e injúria contra agentes da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ao interceder a favor das rádios comunitárias em uma ação de fiscalização da agência. Após receber aviso de que haveria um processo de “fechamento” de uma emissora, Jerry flagrou agentes da Anatel e policiais militares na casa de uma das coordenadoras da emissora sem mandado judicial ou autorização dos residentes para entrar. A moradora estava de camisola, havia sido acordada e surpreendida pela Anatel. Diretor da sessão paulista da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), Jerry teria bloqueado a saída dos agentes da fiscalização e da polícia, informando que não poderiam levar o equipamento da rádio sem os documentos legais necessários e sem o devido lacre que os protegeria de adulteração e danos.
No mesmo dia, os agentes da Anatel cumpriram mandado de busca e apreensão em outra rádio comunitária. Ali, o procedimento se deu dentro da "regularidade" e eles foram recebidos por um dos diretores da emissora, acompanhado do advogado. A equipe da rádio acredita, no entanto, que a tensão inerente a esses processos induziu a um aborto da esposa do dirigente da emissora, grávida à época. Jerry procurou então o responsável pelas operações da Anatel na região e a recepção, feita por outros funcionários da agência, foi em clima de troca de provocações. Em decorrência desses dois episódios, Jerry foi acusado pelo Ministério Público. O promotor que trabalha no caso, Fernando Filgueiras, pede a condenação e pena máxima para o militante, o que poderia resultar em 5 anos e 2 meses de regime fechado.
A Artigo 19, organização internacional de defesa da liberdade de expressão, se manifestou no processo, afirmando que as acusações “tratam-se de medidas desproporcionais e antidemocráticas, que dão ensejo à autocensura”.
A atuação do Estado brasileiro contra as emissoras comunitárias vem sendo denunciada há um longo tempo pelo movimento que luta pela democratização da mídia no país. Aqui, a prática da radiodifusão comunitária sem autorização do Ministério das Comunicações é considerada crime, passível de privação de liberdade. A Convenção Americana de Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário, afirma no entanto que a responsabilização por esta prática deveria ser feita, no máximo, no âmbito civil ou administrativo.
Em março deste ano, a Artigo 19 e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) denunciaram o problema à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), considerando-o uma violação da liberdade de expressão e do direito humano à comunicação no Brasil. Casos de invasão de emissoras (ou mesmo casas) e de apreensão de equipamentos por agentes da Anatel, acompanhados de policiais, sem ordem judicial, são denunciados de forma constante. Cerca de 11 mil rádios comunitárias foram fechadas nos últimos oito anos no Brasil.
A realidade é que a política definida pelos governos e legisladores brasileiros para a radiodifusão comunitária tem sido marcada pela repressão. Em vez de fomentar o desenvolvimento do setor, garantindo a liberdade de expressão e a efetivação do direito à comunicação dessas comunidades, o Estado brasileiro opta por sufocar essas vozes. A própria legislação e os entraves burocráticos empurram para a ilegalidade os comunicadores populares, depois rotulados de "foras-da-lei" pelas rádios comerciais, que combatem ferozmente a “concorrência” daqueles que querem fazer da comunicação mais do que um mercado a ser explorado.
O processo contra Jerry de Oliveira não resultará no fim da luta e mobilização das rádios comunitárias no Brasil, unidas para defender seu companheiro. Mas sem dúvida é uma tentativa de calar um dos setores mais combativos das organizações populares de nosso país. Sua possível condenação não será apenas mais uma prova de que as comunicações no Brasil continuam sob controle do poder político e econômico das grandes emissoras. Mas também a comprovação que o Estado brasileiro, através dos seus mais diferentes braços, viola o direito à liberdade de expressão de seus cidadãos e cidadãs.
*Bruno Marinoni é repórter do Observatório do Direito à Comunicação e doutor em sociologia pela UFPE.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Contra solidão, moradores de rua ganham rádios no Natal na França


Segundo a associação que realiza esta iniciativa, o objetivo é fazer com que essas pessoas se sintam menos sozinhas


 A associação Les Enfants du Canal, que presta auxílio a moradores de rua, prevê doar 2,5 mil rádios em 35 cidades francesas, como Paris, Lyon, Bordeaux, Toulouse ou Reims.

"Além de poder ouvir música ou uma partida esportiva e se informar sobre acontecimentos em geral, o rádio faz companhia, ele representa uma presença e cria laços com a sociedade", disse à BBC Brasil Christophe Louis, diretor da associação.

"O que as pessoas geralmente fazem pela manhã, quando tomam banho ou café ou estão no carro indo para o trabalho? Elas escutam o rádio. Privar os moradores de rua de ouvir notícias ou programas de divertimento é uma forma de exclusão social", diz ele.

"Além de romper o isolamento dessas pessoas, elas também poderão ter acesso à cultura", diz Louis.

Energia solar

Ele afirma que a ideia de doar os rádios surgiu a partir de pedidos dos próprios moradores de rua. Como é difícil para essas pessoas conseguirem pilhas, a associação oferece rádios com bateria movida a energia solar.

Até o momento, a associação, com sede em Paris, conseguiu obter recursos, por meio de doações, para financiar a compra de 1,8 mil rádios. O aparelho custa € 15 (quase R$ 50).

Louis prevê obter nos próximos dias os recursos necessários para atingir a meta de distribuir 2,5 mil rádios nestas festas de fim de ano.

O rádio também permite ter acesso a informações importantes para quem dorme na rua, como as notícias sobre o tempo.



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Funcionário da Prefeitura de Lagarto (SE) invade Rádio Comunitária e ameaça diretor


Na manhã do dia 13 de dezembro, mais um ato de violência contra a liberdade de imprensa e uma tentativa de homicídio foram registrados na cidade de Lagarto em Sergipe.
Tudo começou quando repórteres da Rádio Comunitária Juventude FM estavam acompanhando e tirando fotografias do trabalho de funcionários da Prefeitura Municipal. Os servidores locados na secretária de Obras estavam cortando uma árvore na Praça Filomeno Hora, centro do município.
Foi então quando um dos coordenadores fazendo uso de um facão resolveu ir até a emissora buscar explicações. O homem de nome Arnaldo Vinícius, com a farda da secretaria de Obras, invadiu a dependência da rádio com objetivo de ameaçar o diretor Aloísio Andrade, conhecido como Prefeitinho. Toda a ação do funcionário da prefeitura foi registrada pelas câmeras de segurança.
O Homem encontrou a porta aberta e subiu no prédio ostentando o facão. As câmeras registraram o funcionário circulando nas dependências da emissora e indo até a sala do diretor. Segundo Aloísio Andrade, o homem já chegou falando: “Se você mandar alguém tirar foto de novo eu corto vocês de facão. Olhe aqui o que tenho para vocês, mande de novo para você ver”.
O Diretor disse que pedia calma ao homem, mas ele estava muito nervoso e ao mostrar o facão repetia as mesmas palavras. O homem desceu as escadas e antes de ir embora bateu no portão com o facão.
Aloísio Andrade apresenta um programa jornalístico na Juventude FM de Lagarto e Preside a Federação Sergipana das Rádios Comunitárias. Prefeitinho foi à Delegacia Regional e registrou boletim de ocorrência por tentativa de homicídio.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Rádio comunitária de Ichu, na Bahia, realiza confraternização de final de ano

Neste sábado, dia 21 de Dezembro de 2013 aconteceu um momento muito especial e que  ficou marcado para a família Independente FM.
Assim como em 2012, onde a equipe da rádio foi para o Povoado de Licurí, neste ano de 2013 a confraternização foi realizada numa comunidade onde todos os moradores também têm um carinho muito especial pela emissora – o Povoado de Canavial, distante cerca de 2 km da sede onde foi feita a Confraternização de Natal e Final de Ano da Família Independente FM ao ar livre com sócios, locutores e pessoas amigas da rádio que juntos fizeram um dia muito descontraído com muita alegria e entretenimento entre os presentes comprovando a importância da rádio comunitária de Ichu Independente FM.
A Família Independente foi muito bem acolhida pelos moradores da comunidade a exemplo de Jorge do Canavial, que além de sócio é também ouvinte da emissora e outras pessoas da família que receberam com emoção, alegria e um grande carinho os integrantes da rádio sendo eles onde sócios, diretores e comunicadores que estiverem presentes nesse agradável ambiente, fortalecendo ainda mais os laços de amizade que a emissora proporciona nos locais onde sua onda sonora alcança.
Na confraternização houve um grande número de participantes, todos eles valorizando a importância desse veículo de comunicação não só no município como também nas comunidades vizinhas, já que a Rádio Comunitária de Ichu Independente FM vem a cada dia mais conquistando espaço na comunidade com seu trabalho imparcial respeitando a todos e abrindo espaço, independente de religião, classe social, partido político como realmente deve ser o perfil de uma rádio verdadeiramente comunitária.
As atividades desta confraternização foram: jogo de futebol entre um combinado da Independente FM e a equipe do Ladeirão, comandada por Amílton Conceição, que também foi um grande colaborador dessa confraternização, almoço ao ar livre, jogos de dominó, bebidas e comidas para todos os gostos fortalecendo os laços de amizade das pessoas que fazem a Independente com as pessoas da comunidade em geral.
O desejo de todos é que 2014 possa estarem avançando mais e mais com o apoio dos sócios, entidades, pessoas da comunidade em geral. Vale lembrar também o apoio voluntário dos comunicadores e das pessoas que estiverem sempre presentes em todos os momentos de atividades da rádio.
A esperança continua viva para que em 2014 possamos adquirir uma torre de transmissão apropriada, assim se realiza mais um grandioso sonho de ver a rádio Independente FM chegar mais longe para ficar mais perto de você!
Parabéns aos comunicadores, sócios, locutores, ouvinte e todos que fazem a Família Independente.

http://www.alnoticiasichu.com/?p=51930

domingo, 22 de dezembro de 2013

Marco Civil da Internet termina o ano sem ser votado


Escrito por: Bruno Marinoni 
Fonte: Observatório do Direito à Comunicação

Entidades defensoras do direito à comunicação seguem mobilizadas e criticam os sucessivos adiamentos da votação do texto.

O ano legislativo de 2013 se encerrou e a esperança de que se votasse o projeto de lei do Marco Civil da Internet não se realizou. O presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, disse à TV Câmara no dia 19 de dezembro que o tema deve retornar com intensos debates em fevereiro. “Em fevereiro, vamos ter de votar de qualquer maneira: ou se aprova, ou há derrota, ou se ganha aqui, ou se perde acolá, mas vamos votar”, afirmou.
Entidades defensoras do direito à comunicação seguem mobilizadas e criticam os sucessivos adiamentos da votação do texto. O projeto foi construído com ampla participação da sociedade civil, por meio de audiências e consultas públicas. Com o passar do tempo, foram sendo incorporadas as alterações propostas na Câmara. “Quanto mais se adia a votação, mais se corre o risco do texto piorar e ter penduricalhos incorporados”, explica Pedro Ekman, do Coletivo Intervozes.
No último dia 11, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto, apresentou um novo substitutivo para o Marco Civil da Internet, com o objetivo de tentar acomodar as divergências. Defensores do direito à comunicação e, mais especificamente, da neutralidade de rede, apoiavam a versão anterior do texto e consideram que a nova versão é menos adequada, embora ainda mantenha importantes garantias.
O novo texto apresentado por Molon acrescenta ao artigo 2 “a liberdade dos modelos de negócios promovidos na Internet, desde que não conflitem com os demais princípios”. Ekman, que debateu com outras entidades da sociedade civil o último substitutivo, explica que não há porque este item se encontrar entre os princípios, principalmente já havendo a previsão de que ele possa conflitar com os demais.
Os artigos 10 e 16 também foram modificados, tratando de questões pertinentes ao acesso e ao registro de informações dos usuários. Teme-se que, com a nova redação, abra-se o precedente para a o uso de informações privadas de usuários para perseguição política ao considerar que “não impede o acesso, pelas autoridades administrativas que detenham competência legal para a sua requisição, aos dados cadastrais que informem qualificação pessoal, filiação e endereço”. Além disso, o texto dá margem para que qualquer pequeno estabelecimento, como uma pequena farmácia que tenha cadastro dos seus clientes on-line, seja obrigado a armazenar dados cadastrais por pelo menos seis meses, o que pode inviabilizar alguns serviços de baixos recursos.

Outro problema que preocupa os defensores dos direitos civis diz respeito à inclusão de uma redação no artigo 22 que pune os intermediários pela veiculação de conteúdos de nudez. Fundamentado nos casos conhecidos em que há a exposição de imagens íntimas sem o consentimento da pessoa envolvida, o texto pode fazer com que se repitam censuras como as sofridas pela Marcha das Vadias e pelo movimento em defesa do parto humanizado, que têm suas fotos e vídeos retirados da internet em contextos em que o próprio corpo é a expressão da liberdade.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Artista plástico de Pilar concede entrevista em programa de rádio comunitária

Del Pilar em seu ateliê

O artista plástico Del Pilar é um dos entrevistados do programa “Alô comunidade”, da Rádio Tabajara da Paraíba, que será transmitido ao vivo neste sábado, 21, a partir das 14 horas, com apresentação do jornalista Dalmo Oliveira e do comunicador Beto Palhano. O programa é produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e está na grade de programação de doze rádios comunitárias, além de difusoras e blogs na internet.

Del Pilar é presidente da ONG D. Pedro II, em Pilar/PB, onde oferece oficina de artes plásticas para jovens pilarenses. Ele pede ajuda de entidades e de pessoas da cidade que queiram doar material de expediente e de construção para a conclusão do espaço físico da associação que funciona em seu ateliê. “Fico triste com os políticos locais que não valorizam este trabalho onde priorizamos a inclusão social de crianças e adolescentes em risco social”, afirmou.

O programa “Alô comunidade” pode ser sintonizado no site da emissora na internet, no endereço: http://radiotabajara.pb.gov.br/


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Como editar áudio com Software Livre para rádios comunitárias




Um grande desafio para muitas rádios comunitárias é a capacitação de novos integrantes na edição de áudio. Alguns dos problemas enfrentados se relacionam com o software utilizado: ou não podem ser instalados em casa, pois necessitam de licença, ou seja, são softwares proprietários; ou não estão disponíveis em português ou até mesmo são difíceis de conseguir para instalação. Todos esses problemas são resolvidos com Audacity.

Audacity é um software utilizado para a gravação e edição de áudio, fácil de usar, distribuído sob a licença GPL, multiplataforma e livre. Também é o editor de áudio mais comum para os sistemas GNU / Linux , mas também está disponível para computadores com Windows ou MAC.


Desde a versão 2.0 tornou-se uma verdadeira alternativa aos programas comerciais.

Embora o software seja traduzido em quase 50 línguas faz falta certa documentação e material de treinamento, especialmente para os novos ativistas de rádio. É por isso que decidimos traduzir para português e espanhol um manual escrito originalmente na Alemanha.
O manual é publicado sob licença da Creative Commons :

Atribuição Uso Não-Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Não Adaptada.
Você está livre para:


Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato
Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material.


Sob as seguintes condições :

Atribuição – Você deve atribuir o trabalho da forma especificada pelo autor ou licenciante
Uso Não-Comercial – Você não pode utilizar esta obra para fins comerciais.


Compartilhamento pela mesma Licença – Se você alterar, transformar este trabalho ou criar uma obra derivada, só pode distribuir a obra resultante sob uma licença idêntica a esta.


Do site da Amarc Brasil

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Rádio comunitária deve pagar direitos autorais, diz STJ


As emissoras que lutam bravamente para atender as demandas de serviços sociais e e de cultura para as comunidades do Brasil estão mais vez uma injustiçadas.  O Superior Tribunal de Justiça decidiu que as rádios comunitárias devem pagar direitos autorais, baseando-se que estes direitos, oriundos da reprodução de obras, são devidos independentemente de lucro de quem as executam. A Terceira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) deu provimento a recurso do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) contra decisão favorável a uma rádio comunitária.
Os direitos autorais oriundos de reprodução pública de obras artísticas são devidos independentemente da obtenção de lucro por quem a executa. Baseada nesse entendimento, a Terceira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) deu provimento a recurso do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) contra decisão favorável a uma rádio comunitária.
A relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, esclareceu que a Lei 9.610/98 “impõe, a quem realiza a execução pública de composições musicais, o dever de apresentar ao Ecad, em momento anterior à transmissão, a comprovação dos recolhimentos relativos aos direitos autorais”.
Segundo os autos, o TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná), ao interpretar os limites de incidência da lei, entendeu que, por desempenhar atividades culturais e sociais sem fins lucrativos, as rádios comunitárias estariam isentas do pagamento dos direitos autorais.
Irrelevante
A decisão do TJ-PR contraria jurisprudência firmada no STJ, conforme a qual “são devidos direitos autorais mesmo em eventos que não visem, direta ou indiretamente, ao lucro”. A ministra Nancy Andrighi explicou que a nova lei suprimiu a regra restritiva existente na regra anterior, que vedava a transmissão radiofônica sem autorização do autor apenas quando havia lucro comprovado.
“A obtenção de lucro por aquele que executa publicamente obras musicais passou a ser aspecto juridicamente irrelevante quando se trata do pagamento de direitos autorais, regra na qual se incluem as rádios comunitárias”, afirmou a ministra.
Com a decisão do STJ, a rádio comunitária não pode mais executar obras musicais sem autorização do Ecad e sem o pagamento dos direitos autorais. O Ecad também deve ser ressarcido dos valores que deixaram de ser recolhidos.

Com informações do STJ


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Rádio comunitária vai gerenciar Ponto de Cultura em João Pessoa/PB


A rádio comunitária Voz Popular, da comunidade São Rafael, em João Pessoa, Paraíba, foi escolhida pela prefeitura local para integrar um dos Pontos de Cultura, unidade do programa Cultura Viva, uma parceria do Ministérios da Cultura. O programa apoia instituições que promovem ações para o desenvolvimento social de sua região. A emissora realiza trabalho social e de inclusão econômica, a partir do Banco Jardim Botânico com sua moeda social que circula no mercado da comunidade.

A Prefeitura vai liberar recursos para que a rádio adquira equipamentos novos, como computadores e gravadores digitais, para viabilizar o treinamento em comunicação popular, incluindo audiovisual e instalação de ponto de internet. Cada um dos pontos de cultura contará com um incentivo de R$ 60 mil anuais, incluindo nesse valor investimentos federais e a contrapartida municipal. 


“Estamos democratizando o acesso à cultura e fortalecendo as entidades culturais de João Pessoa”, destacou Luciano Cartaxo. “Por meio desta parceria com o Governo da presidenta Dilma, garantimos a seleção de 20 projetos culturais que terão recursos da ordem de R$ 3,6 milhões para desenvolver sua produção durante os próximos três anos”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo (PT).

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Midiateca – “Rádios Comunitárias para todos os povos”


Seminario_AMARC - “Rádios Comunitárias para todos os povos”, foi o título e a reivindicação central de um importante seminário da AMARC Brasil no mês de agosto de 2013. O evento reuniu radialistas, estudantes, integrantes do poder público e, sobretudo, e representantes de assentamentos rurais e dos povos tradicionais brasileiros para falar da situação atual, dos desafios e das visões da comunicação comunitária nos espaços rurais, onde mora cada quinto brasileir@s.

Graças à importante parceria com a Faculdade de Comunicação (FACOM) da Universidade Federal de Belem do Pará (UFPA) foi produzida uma cobertura e uma extensa documentação do evento. Esse material inclua inclui uma apresentação sobre a situação das “Rádios comunitárias rurais e dos povos tradicionais no mundo”, uma seleção de fotos, e vídeos que demonstram a grande diversidade do seminário. Tomam a palavra, o representante indígena Alan Tembé, a radialista Flávia Lucena, o coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária do Ministério das Comunicações Samir Nobre, o educador do MST Carlinhos Luz e a capacitadora Sofía Hammoe da AMARC Brasil, entre outr@s.

Seminario_AMARC2
Depois do seminário foi transformado para a plataforma digital também um mapa colaborativo, iniciado durante o seminário e hoje acessível pela consulta e participação online.