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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Diretor de rádio comunitária defende renovação nas coordenações da ABRAÇO/PB

O radialista comunitário Severino Ramo (foto), Coordenador Geral da Rádio Comunitária Araçá, de Mari, Paraíba, disse que a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba, Abraço-PB, deveria ser comandada por radialistas militantes que estejam na ativa. Para ele, a Abraço-PB não mostra muita energia para “abraçar” as causas do movimento de radcom no Estado. “Tivemos a agressão a uma rádio comunitária em Soledade no final do ano passado e não vi nenhuma nota de solidariedade da ABRAÇO aos companheiros atingidos”, disse ele.  Na sua visão, deveria ser criada uma agência captadora de recursos para as rádios comunitárias.

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba anunciou a realização de seminário em 7 de fevereiro de 2014, no auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba, ocasião em que deverá escolher os delegados para o Congresso da Abraço Nacional, além de fazer revisão estatutária e eleição da diretoria. “Pretendo ir para o evento e chutar a ‘pau da barraca’ porque até onde eu sei, na direção da ABRAÇO não temos quase ninguém que faça parte de rádio comunitária”, disse Severino. Ele adiantou que não votará pela permanência de José Moreira à frente da entidade representativa das rádios comunitárias na Paraíba.

O seminário que programou a eleição da Abraço pretende debater “democratização da comunicação com participação popular”, com o deputado federal Luiz Couto (PT) e a Secretária de Estado Estela Izabel Bezerra compondo a mesa temática. Na parte da tarde, das 16:15h às 17h, os radialistas presentes deverão debater e promover reformas estatutárias e a eleição da diretoria. “Fazer isso em menos de uma hora é brincadeira de quem organizou essa pauta”, criticou Severino Ramo.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

PARAÍBA

Garoto iniciado em rádio comunitária é destaque por ter passado em curso superior

Gabriel com a mãe, Antonia Leite
O mariense Gabriel Leite, 14 anos de idade, foi aprovado no Sisu para o Curso de Física na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e o fato de ele estar cursando o 2º ano do ensino médio e ainda em escola pública, além de sua pouca idade, chamou a atenção da imprensa estadual.
O Jornal Correio da Paraíba desta quarta-feira (29) traz uma reportagem sobre o assunto, na qual a mãe do Gabriel, Antonia Leite, diz que irá recorrer à justiça para garantir o direito do filho de ter acesso à universidade.
Gabriel Leite, apesar de muito novo, tem apresentado uma certa maturidade desde muito cedo, conforme a própria mãe revela na reportagem. O adolescente apresenta o programa Liberdade de Expressão da Rádio Comunitária Araçá FM da cidade de Mari, Paraíba, desde os 13 anos de idade e tem mostrado bom desempenho, segundo colegas da emissora.
“Fico muito contente com a conquista de Gabriel. Acredito que a sua atuação na Rádio Comunitária Araçá desde a mais tenra idade, no Programa "Brincadeira de Criança" e, atualmente, no jornalístico radiofônico "liberdade de Expressão", muito ajudou na sua formação”, disse Severino Ramo, diretor da Rádio Comunitária Araçá.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

ABRAÇO NACIONAL realiza assembleia geral hoje, 29 de janeiro


Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária –  ABRAÇO Nacional, de acordo com os artigos 8º e 10º do seu Estatuto, convoca os Representantes das ABRAÇOS Estaduais filiadas e a Direção Executiva Nacional para Assembleia Geral Ordinária, que será realizada no dia 29/01/2014, às 10:00h, em primeira convocação, com a presença de 1/3 dos associados, ou às 10:30h, em segunda e ultima convocação com qualquer número de presentes, com possibilidade de ser prorrogada, no Auditório Coletivo, na CRS 505, Bloco A, Loja 27, Sub-Solo, Brasília-DF, para debater e deliberar sobre os seguintes assuntos:
1 º –  Informes das Estaduais;
2 º – Prestação de contas Exercício 2013;
3º – Organização do VIII congresso Nacional da Abraço
4º –  Planejamento das atividades para 2014;
5º – Agenda Política;
6º – Assuntos Gerais.

Brasí­lia, 17 de  dezembro de 2013

José Luiz do Nascimento Sóter

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Rádio comunitária e a emancipação social


A radiodifusão no Brasil assume importância social à medida que, para uma população calculada em 160 milhões de pessoas, ela atinge diretamente uma parcela de 19,06% de analfabetos ou não-alfabetizados, em torno de 30,5 milhões. Ela está presente em 65% dos domicílios de todo o país, chegando até os locais onde até hoje não há eletricidade.
Em um País que sofre as consequências de uma política econômica neoliberal, voltada a uma pesada concentração de renda, seria razoável que o sistema de comunicação social exercesse também uma função educativa, ajudando a alfabetizar a população ou, pelo menos, cumprindo com seu papel de informá-la adequadamente.

Porém, inúmeros projetos educativos no rádio, iniciados nos anos 30, foram abandonados. Atualmente, oligopólios concentram a propriedade desses meios, revelando uma aparente desconexão entre as políticas de educação, cultura e de telecomunicação, que atuam sem critérios democráticos.

A partir da Constituição de 1988, a decisão sobre a concessão da telerradiodifusão, antes somente na esfera presidencial, passou para o aval do Congresso Nacional. Mas, na prática, isso apenas tornou mais evidente a ação do governo mediante interesses políticos e econômicos.
O público, assim desinformado, não pode compreender qual é o papel da comunicação e interferir nos temas e na linguagem que os meios de comunicação utilizam. Enquanto isso, as novas tecnologias chegam e se implantam de modo improvisado, sem que haja uma verdadeira preocupação com as oportunidades de democratização e facilidade de acesso popular.
Daí as rádios livres e comunitárias terem surgido timidamente no cenário nacional, a partir dos anos 70, como movimento de resistência de grupos organizados pela democratização dos meios de comunicação, utilizando tecnologias de baixo custo para a produção e a distribuição de mensagens.

A emancipação social encontrou no rádio o meio de comunicação mais adequado e eficaz para sua divulgação, utilizando para isso todos os meios de radiodifusão popular, desde a FM até o sistema de alto-falantes.

Após a regulamentação do serviço de radiodifusão comunitária, muitas dessas radiadoras pediram concessão de frequência ao Ministério das Comunicações e passaram a utilizar transmissores FM. Pensava-se que, em virtude da representatividade nas comunidades, o Estado fosse beneficiá-las com as concessões. Mas a prática tem demonstrado que, como em todo o País, elas ainda continuam sofrendo campanhas de intimidação durante o moroso processo. A alternativa tem sido a municipalização da lei que regulamenta o serviço.

Há uma necessidade urgente de superar esses obstáculos, mas não podemos negligenciar que a parte mais complexa do processo tem sido a manutenção de uma programação de qualidade, contando apenas com o voluntariado de pessoas interessadas no trabalho da rádio. Os apoios culturais permitidos sustentam precariamente apenas os operadores de som, mas não cobrem outras despesas como telefone, aluguel, equipamentos de reportagem ou melhora da infra-estrutura, imprescindíveis para o bom funcionamento das rádios.

Outra questão que se coloca é a formação de comunicadores comunitários para atuarem como produtores, locutores, repórteres e pesquisadores, oferecendo informações de fundo, e não apenas de superfície, ao público ouvinte. A maioria das rádios, por não terem ainda garantido este aporte em recursos humanos, não têm conseguido apresentar diariamente uma programação de caráter educativo e cultural, unindo o necessário ao agradável.
Algumas das limitações para a prática da comunicação popular, como a pouca diversidade de assuntos, a falta de competência técnica, a carência dos recursos financeiros, a inadequação dos meios, etc., já foram levantadas por Cicilia M. K. Peruzzo. Esses fatores reunidos fazem com que a comunicação comunitária não consiga superar os meios massivos de comunicação que oferecem mais opções de entretenimento e de informação.

Nesse aspecto, salientamos particularmente a questão do conteúdo mal explorado, ou da qualidade das matérias apresentadas, que tem sido objeto maior de crítica das rádios comerciais quando se referem às “rádios piratas”. Ainda segundo a autora, além da falta de variedade dominante na rádio comunitária, a linguagem que utiliza não tem atingido o público a que se destina: os textos e as falas costumam ser longos, às vezes enfadonhos ou mal escritos, demasiadamente sérios ou “doutrinários”, atitude comum nos processos de conscientização/mobilização/transformação da sociedade (Peruzzo, 1999, p. 153). Deixa-se facilmente de lado o aspecto lúdico e a apresentação de amenidades, negligenciando a dimensão do sonho como componente da necessidade ­humana.

(Trecho do trabalho de Maria Inês Amarante, em www.intercom.org.br)



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

RÁDIO PIRATA COMERCIAL

Esta notícia não deu no rádio


O Ministério Público Federal recomendou que todas as rádios comerciais do país sejam fiscalizadas imediatamente. Em São Paulo, 16 rádios comerciais foram fiscalizadas e, destas, 12 estavam em situação irregular. Vai pegar gente grande: há emissoras com licença para operar em cidades pequenas que instalaram suas antenas na Avenida Paulista, em São Paulo; há emissoras instaladas em área de preservação permanente e operando de forma clandestina. Briga boa: são grandes grupos. Na Paraíba, o que tem de maracutaia no ar, não ta no mapa da máfia do microfone.

www.fabiomozart.blogspot.com 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Rádios Comunitárias filiadas à Abraço têm descontos em consultorias de outorgas




As Rádios Comunitárias espalhadas por todo o país, e que são filiadas à Abraço Nacional, contam agora com descontos especiais em consultorias de outorgas e renovação de outorgas. Com um serviço que dará apoio jurídico e técnico, a Abraço pretende facilitar os procedimentos das emissoras e associações desde sua fundação.

De acordo com o engenheiro de telecomunicações, Thiago Rodrigues, da Catelecom (Catalão Telecomunicações), são realizadas duas etapas iniciais. A consultoria é feita desde a abertura da Associação até os documentos que devem ser levantados para a parte jurídica. Já, a consultoria técnica é a realização do projeto por profissionais responsáveis da área de telecomunicações (profissionais da CATELECOM – CATALÃO TELECOMUNICAÇÕES).
Quanto à renovação de Outorga, Thiago afirma que não é necessária a apresentação de projeto técnico. “Antes a renovação de outorga era feita com a parte jurídica e técnica. Após algumas modificações, atualmente é necessária somente a parte jurídica, onde também prestaremos o serviço”, ressalta o engenheiro.

Após a Associação Comunitária ter o direito da Outorga, ela poderá optar pelo Serviço Limitado Privado, onde prestará serviços de internet via Rádio. Estes serviços serão prestados somente para os integrantes de cada associação, que deverá solicitar perante a ANATEL. A CATELECOM faz a consultoria para a associação adquirir o licenciamento, e segundo Thiago Rodrigues, todas as filiadas a Abraço Nacional, terão descontos especiais.

Mais informações pelos telefones: : 64 84278031 (OI) / 64 92136060 (TIM) / 64 99245331 (VIVO) / 64 9284 2118 (CLARO).
Email: thiagoteleco@hotmail.com / catelecom@catalaotelecom.com.br

Abraço Nacional

sábado, 25 de janeiro de 2014

Radialista de Guarabira está no “Alô comunidade” no dia do aniversário da Rádio Tabajara AM

Hoje, 25 de janeiro, a Rádio Tabajara AM completa 77 anos de existência, e para marcar a efeméride, a programação está recheada de depoimentos de ex-comunicadores e artistas que passaram pela emissora. O programa “Alô comunidade”, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, que ocupa a faixa das 14 às 15 horas aos sábados, homenageia a Tabajara conversando com um locutor de rádio vindo do brejo, que iniciou sua carreira influenciado pela Tabajara.

Trata-se de Pedro Graciano, da Rádio Rural de Guarabira, que vai falar sobre cultura e comunicação alternativa.

O “Alô comunidade” é produzido e apresentado por Dalmo Oliveira, Fábio Mozart, Marcos Veloso e Beto Palhano, em nome do Coletivo de Jornalistas Novos Rumos, Ponto de Cultura Cantiga de Ninar e Sociedade Cultural Posse Nova República.

O programa tem parceria com 11 rádios comunitárias paraibanas e diversos sites e blogs na Rede Mundial de Computadores, que retransmitem as edições semanais.

Para ouvir em tempo real, pelo site da rádio:




Seminário Internacional do Fórum Mundial de Mídia Livre


Aconteceu, nesta sexta-feira (24) e sábado (25), como parte da programação do Fórum Social Temático em Porto Alegre, mais uma etapa do processo internacional do Fórum Mundial de Mídia Livre. Desta vez, ativistas brasileiros e vindos de diversos países se reunirão para discutir a elaboração da Carta Mundial da Mídia Livre, além de debater temas como mídia pública, marcos regulatórios para uma mídia democrática e a importância da comunicação nas mobilizações de junho de 2013 no Brasil.


  


O evento em Porto Alegre também levantará propostas para o 4º Fórum Mundial de Mídia Livre, que deve acontecer na Tunísia, em 2015. O encontro terá a participação de organizações, entidades e representantes abaixo: 

Brasil 

Alquimidia, Ciranda, Imersão Latina, Intervozes, FNDC, Mocambos, Midia Ninja, Fora do Eixo, Rede Mulher e Mídia, Soylocoporti, Pontao Eco/UFRJ e vários coletivos, pontos de cultura, mídias alternativas e compartilhadas, pesquisadores/as e ativistas da comunicação.

Internacionais

Magali Yakin e Norma Fernandes, Argentina ; Cheima Ben Hmida, Tunísia ; Viriato Tamele, Moçambique ; Diana Senghor, Senegal ; Mohamed Leghtas, Marrocos ; Erika Campelo, França ; Antonio Pacor, Itália ; Chistian Shroeder, Alemanha e outros participantes internacionais do Forum Social Tematico, do Forum Mundial de Educaçao e do Conexões Globais, comprometidos com a defesa da mídia livre.


Propostas resultantes de atividades e debates do Seminário serão submetidas à aprovação da plenária, para encaminhamento das próximas jornadas. Participará desta seção uma representante tunisiana da luta pela mídia livre. A Tunísia sediará o próximo seminário de elaboração da Carta Mundial, assim como acolherá a 4ª edição do Fórum Mundial de Mídia Livre, no contexto do Fórum Social Mundial 2015.

Por Deborah Moreira

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Anatel comete abusos contra rádio comunitária na região de Campinas, segundo liderança do movimento

O radialista comunitário Jerry Oliveira, do Movimento Nacional de Rádios Comunitárias, denunciou ontem, 23 de janeiro, que fiscais da Anatel estiveram na Rádio Comunitária de Capivari (60 km de Campinas), em São Paulo, para ação de apreensão dos equipamentos sem mandado judicial. Não encontrando ninguém no local, localizaram o coordenador da rádio e exigiram que ele fosse até o estúdio e abrisse a sala de transmissão. “Ao que parece, essa pessoa foi coagida e pressionada a ir até ao local mediante ameaças, o que caracteriza constrangimento ilegal”, afirmou Jerry. Segundo testemunhas, os tais representantes da Anatel portavam crachás identificando-os como “Agentes federais”, o que pode ser facilmente confundido como  policiais federais, “fato que será investigado e denunciado na Corregedoria da Agência Nacional de Telecomunicações”, adiantou Jerry Oliveira.

Ainda segundo o relato de Jerry Oliveira, posteriormente foi lavrado um auto de apreensão com identificação diferente do coordenador da rádio, “numa clara tentativa de criminalização de outra pessoa que já fora condenada anteriormente”.  Para Jerry, “este fato mostra o lado criminalizador dos agentes em responsabilizar outra pessoa, sabendo que o mesmo havia perdido sua primariedade em decorrência de processos anteriores. O simples fato de uma emissora funcionar na mesma frequência de outra que funcionava anteriormente não quer dizer que o responsável seja sempre o mesmo”, esclareceu. Para ele, “a Anatel flagrantemente se acha polícia repressiva, também por se colocar no papel de polícia judiciária."


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Moradores reúnem recursos próprios e conseguem abrir rádio comunitária em pequena cidade no interior do Piauí

Rádio comunitária FM do Povo, em Assunção do Piauí

Foi inaugurado no ano passado um sistema de rádio comunitária, denominado “FM DO POVO” com a frequência 100,1 MHz, localizado na Rua Bogotá, centro de Assunção do Piauí.

Os equipamentos foram comprados pelos próprios moradores do município e por isso a emissora tem um caráter realmente comunitário, diferente de outras emissoras que funcionaram na cidade através de recursos político-partidários.

Com transmissor homologado pela a ANATEL, a emissora funcionará sob responsabilidade institucional da Associação do Grupo IMASA (Irmãos Marianos Sempre Amigos) que tem como Presidente a Professora Sibelhi Nascimento e conta com o apoio de várias entidades, entre elas, a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – ABRAÇO e o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Assunção do Piauí (STTR).


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Rádio comunitária promete instalar internet grátis em Itabaiana/PB


Percival, ao centro, ladeado por Andrade e Ronaldo, da Rádio Rainha FM

O Diretor Presidente da Rádio Comunitária Rainha FM, de Itabaiana, Paraíba, Antonio Andrade, anunciou nas redes sociais que recebeu a visita de Percival Henriques de Souza Neto, presidente da Associação Nacional para Inclusão Digital (ANID), quando foram debatidos temas como Internet Livre sem fronteira, Marco Zero e projeto nacional de fibra óptica em domicílios. Na ocasião, foram estabelecidas bases para futuras parcerias. “Em breve terá Internet Livre nas praças e a juventude poderá ter direito ao acesso à grande rede mundial de computadores”, disse Andrade.

À frente da presidência da ANID, Percival Henriques vem, através do Projeto Nacional de Fibra Ótica em Domicílio, implantando melhorias e contribuindo nas políticas públicas de inclusão digital do País; socializando acesso a bens, produtos, serviços e infraestrutura tecnológica em parceria com pequenas empresas e levando conectividade de alta capacidade para regiões do semiárido, sertão nordestino, quilombolas, tribos indígenas e outras localidades remotas e inóspitas do país.

Com o compromisso de promover inclusão digital e social, em especial no Estado da Paraíba, Percival Henriques, através da Anid, numa iniciativa inédita no Brasil, lançou o projeto piloto “Banda Larga na Escola com Grêmio Estudantil” que tem como finalidade dar acesso à internet, exclusivamente a alunos de escolas públicas, por meio de tecnologias que propiciem qualidade, velocidade e serviços para incrementar o ensino público no País.

www.tribunadovaleonline.blogspot.com



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

No Rio Grande do Norte, rádio comunitária é acusada de fazer proselitismo político


A rádio que se diz “comunitária” no município de Alto do Rodrigues/RN (FM Ouro Negro), que é de propriedade do ex-prefeito Eider Medeiros, descumpriu mais uma vez o que determina a Lei Federal que rege as Rádios Comunitárias, ao permitir que o apresentador e ex-vereador Olegário Neto, declare voto e peça voto para o vice-governador Robinson Faria, que pensa em ser candidato a governador do estado na eleição de 2014.

Em tom de cantoria, o apresentador e ex-vereador declama: “para a redenção do povo e para nossa alegria, vamos se juntar de novo e votar em Robinson Faria…”, diz o apresentador e ex-vereador.

De acordo com a Lei Nº 9.612, de 19 de fevereiro de 1998 (que rege as rádios comunitárias) em seu artigo 11º diz: “A entidade detentora de autorização para execução do Serviço de Radiodifusão Comunitária não poderá estabelecer ou manter vínculos que a subordinem ou a sujeitem à gerência, à administração, ao domínio, ao comando ou à orientação de qualquer outra entidade, mediante compromissos ou relações financeiras, religiosas, familiares, político-partidárias ou comerciais.”


Recomendações da AMARC Brasil para melhorar a situação das mídias comunitárias rurais e de povos tradicionais


As seguintes recomendações baseiam-se nos debates e propostas articuladas durante o seminário “Rádio Comunitária para todos os povos”, realizado na Universidade Federal do Pará – Belém (PA), no dia 29 de agosto de 2013. O evento reuniu tanto representantes das próprias comunidades rurais e tradicionais, como pesquisadores, representantes e comunicadores das mídias comunitárias e livres, além de integrantes do poder público (Ministério de Comunicações, Ministério da Cultura e da Procuradoria Geral da República). Foi essa gama de experiência e conhecimento da sociedade civil não estatal e servidores públicos que pretendemos resumir nas seguintes recomendações que, a nosso ver, não somente melhoraria a situação da mídia existente ou incentivaria e facilitaria o surgimento de novas iniciativas de comunicação. Além disso, são reflexões cruciais para garantir o Direito Humano à comunicação e a livre expressão, atualmente limitadas e ameaçadas por normas legais nacionais que não permitem a democratização da mídia no Brasil.

LEIA O DOCUMENTO:





domingo, 19 de janeiro de 2014

Locutor destaca Rádio Rainha de Itabaiana como uma autêntica comunitária

Pedro Graciano como repórter da Rádio Rural de Guarabira

O comunicador Pedro Graciano, da Rádio Rural de Guarabira, visitou a Rádio Comunitária Rainha da cidade de Itabaiana, onde concedeu entrevista, considerando que aquela emissora é uma das poucas na Paraíba que segue as diretrizes de uma verdadeira rádio comunitária.

Na maioria das rádios, existem barreiras intransponíveis para se ter acesso ao quadro de sócios da entidade e suas diretorias são fruto de assembleias fantasmas. São grupos fechados, geralmente dominados por uma figura que tem a rádio como propriedade particular desse diretor, prática essa que Pedro Graciano não viu na rádio de Itabaiana.
Para o radialista comunitário Beto Palhano, é fácil saber se uma rádio é comunitária ou não. Basta ver se existe na realidade rodízio na direção da rádio. “Se tem presidente perpétuo, não é comunitária”, disse ele.
Pedro Graciano é radialista na Rádio Rural de Guarabira, e começou sua carreira na Rádio Comunitária Araçá, de Mari, cidade onde nasceu. “Aquela rádio de Mari, atualmente, é uma lástima, porque está a serviço de um grupo político”, criticou ele.
Sobre a Rádio Araçá, assim se pronunciou o leitor José Fernando Joaquim Neto, de Mari: “A Rádio Comunitária Araçá FM de Mari é uma emissora onde prevalecem os interesses políticos partidários e pessoais de sua direção e de alguns comunicadores de pseudos programas jornalísticos. Desde alguns anos, a emissora tem assumido papel de difusora das vontades de um grupo político da cidade, servindo de instrumento de manipulação em massa para alienar o povo de pouco conhecimento e pouco bom senso.” Para ele, muito mais do que a democratização da comunicação, “é necessário que haja um controle para que a direção e o conselho gestor dessas emissoras não caiam nas mãos de lobos em pele de cordeiros, sedentos pelos benefícios do poder.”


sábado, 18 de janeiro de 2014

Governo tem 2 bilhões para comunicação pública e rádios comunitárias não fazem parte do pacote


O Movimento Nacional de Rádios Comunitárias está debatendo nas redes sociais a destinação de uma verba que está para sair, do Governo Federal, para a mídia pública. O valor é em torno de 2 bilhões de reais em 2014, para projetos de mídia pública, principalmente rádio e TV. Já existe a regulamentação sobre a destinação deste dinheiro, mas as rádios comunitárias não estão contempladas.

Para Angelo Ignacio, do MNRC, a regulamentação deverá ser feita, incluindo as rádios comunitárias neste pacote, mas o difícil será driblar as arestas entre as duas organizações que hoje se contrapõem na representação das rádios comunitárias: o próprio MNRC e a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço. “Esta é a única entidade que representa oficialmente as rádios comunitárias no Brasil, mas ela não representa boa parte do movimento, que está rachado”, constata ele.

Segundo Angelo, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, parte do Ceará, parte da Bahia e da Paraíba não estão representados pela Abraço Nacional. “Quem então nos representa?”, indaga.

INCENTIVO

As rádios comunitárias poderão passar a receber recursos por meio da Lei de Incentivo à Cultura. A possibilidade está na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O investimento nestes meios de comunicação responsáveis por “difundir ideias, elementos de cultura, tradições e hábitos da população local, formando, integrando e estimulando o convívio social”, fortalece essa modalidade de comunicação.


O projeto que tem como autor o senador Paulo Paim (PT-RS), objetiva minimizar problemas de financiamento não equacionados pela lei que instituiu o serviço de radiodifusão comunitária.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

JOÃO PESSOA/PB



Rádio Comunitária trabalha projeto de televisão na rede pública

A Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, órgão da Sociedade Cultural Posse Nova República, de João Pessoa, está estruturando roteiro de programa de televisão para ser incluído na grade de programação de algumas TVs públicas da cidade, como a TV Câmara, TV Assembléia e TV Cidade, da Prefeitura. Quem informa é o jornalista Dalmo Oliveira (foto), um dos diretores da entidade e apresentador do programa “Alô comunidade”, veiculado pela rádio estatal Tabajara, em parceria com a Rádio Zumbi.

As emissoras de TV pública em João Pessoa já exibem diversos programas independentes, entretanto precisam incluir mais programas representando os mais diversos segmentos da comunidade paraibana, conforme entendimento de Marcos Veloso, um dos articuladores do programa televisivo da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares. A equipe utilizará um estúdio independente e equipamentos de audiovisual do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar. 

Este conceito de grade de programação compartilhada está tendo boa aceitação nas TVs do campo estatal na capital paraibana. “É parte de nossa luta pela democratização das comunicações”, disse Beto Palhano, da Rádio Zumbi. Para ele, o programa que está sendo gestado vai além da comunidade onde a emissora atua, agregando o sentido comunitário com outros tipos de proximidade, veiculando as ações de grupos étnicos, culturais, sindicais, associações de bairros e movimentos sociais. 

O programa piloto está sendo montado, com roteiro que foca a produção do videasta Jacinto Moreno e as atividades do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Blogueiro diz que a Rádio Comunitária Alagoinha é uma farsa e serve de instrumento político

Por João Adriano Silva

A rádio comunitária de Alagoinha, Paraíba, serve a um pequeno grupo de pessoas que se utilizam dela para manter seu poder e assim manipular o pensamento dos cidadãos, sem lhes dar o direito de crítica ou de defesa. Tivemos um caso recente, onde um cidadão alagoinhense quis fazer uma denúncia séria, grave, e foi ignorada por seu locutor. Como a denúncia feria a idoneidade da administração, foi totalmente posta de lado, pois isso feria a “linha editorial” da rádio.

O locutor Cid Cordeiro não deixou que a mesma se manifestasse, negando seu direito constitucional de defesa e de esclarecer o que houve de fato. Negou seu direito de expressão, negou seu direito de existência, e acredito que ele atingiu muito mais do que um ser humano, mas atingiu toda a sociedade. Negou-nos o direito de nos manter a par sobre o que acontece nos bastidores dessa política em se prega as maravilhas e escondem um bastidor de pura negligência, desrespeitando assim a natureza das rádios comunitárias.

O comportamento de Cid Cordeiro mostrou como a subserviência pode ser letal e de como a ignorância de certos “radialistas” podem ser nocivas quando estão a serviço de uma minoria que tenta esconder as “podridões do reinado de Alice.”

Alagoinha hoje se mantém sob um marketing onde se busca mostrar o lado bom e quando surgem pessoas com coragem de mostrar o lado obscuro da força, simplesmente a pulverizam. Quando um cidadão tenta manifestar sua opinião na Rádio Alagoinha FM que seja contrário ao pensamento ideologizador de Alcione Beltrão, imediatamente tentam ridicularizá-lo e desacreditá-lo perante a opinião pública.

Até hoje não se sabe quem é a presidente desta Rádio, ou quem compõe o seu Conselho Comunitário. Esta Rádio mais parece propriedade da Prefeita do que qualquer outra coisa. É preciso que os cidadãos comecem a questionar porquê em cada 50 palavras ditas no programa do meio dia, 25 é o nome de Alcione Beltrão. Uma emisora que é um instrumento político, manipulador, ideologizado, sem interesse em cultura, e sem vocação para a sua real existência.

Vivemos o tempo de uma ditadura disfarçada em democracia. E a rádio é o que chão firme onde pisam para manter sua letal forma de fazer política! –Povo de Alagoinha, não se deixem enganar por este discurso. "Entre o céu a terra há mais mistérios do que supõe a nossa vã filosofia."

Texto publicado no blog do Widemar