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segunda-feira, 31 de março de 2014


Rádio Comunitária em Humildes vem fazendo o maior sucesso na comunidade


Há um ano e quatro meses no ar, a Rádio Comunitária Ágape Fm de Humildes, em Feira de Santana/BA, vem se destacando perante a comunidade local. A Rádio, que tem na Direção Geral Jeremias Gomes, vem crescendo sua audiência a cada dia por inovar em sua programação, dando ênfase à divulgação de notícias e valorizações da cultura local. Números de pesquisa já dão conta de que, em horários de pico, a rádio local chega a alcançar mais de 80 % de audiência dos rádios ligados.

Vilma Cabeleleira, residente na Rua do Cajueiro, não sintoniza mais outra rádio.
“Quando quero ouvir rádio, só ouço a Ágape, desde a manhã cedo até quando termina toda programação”, disse ela.

A programação da Rádio Ágape é bem plural, atendendo a todas as tendências, trabalhando com ética e imparcialidade. O locutor Naylton Santanna disse que está muito feliz por fazer o seu programa Manhã Interativa, com participação ativa da comunidade. “Dessa forma acho que dou minha colaboração para  o crescimento  e valorização local”, disse ele.
A comunidade de Humildes está envaidecida atualmente por ter seu meio de comunicação pela rádio comunitária, ajudando o projeto no que for preciso.

Sintonize a Rádio Comunitária Ágape FM em 105,3 ou pelos
sites    www.nsradioonline.net ou radioagapefmdehumildes.blogspot.com.br

     
 




domingo, 30 de março de 2014

Rádio Comunitária Noroeste de Campinas/SP, arrebentando na comunidade

Jerry Oliveira

Para aqueles que diziam que o rádio morreu com as novas tecnologias: tem gente nos dizendo que está comprando radinho na Vila Boa Vista e Parque Via Norte. Voltaram a ter prazer em ouvir rádio. É que nem o samba. Podem inventar outra coisa, mas o nosso velho rádio e o samba sempre permanecem.

Em breve nossa rádio comunitária estará realizando nosso Fórum de Desenvolvimento Regional. Este fórum terá a missão principal de debater as demandas da região e buscar na luta nossas prioridades. Debateremos temas como saúde, educação, transporte e mobilidade urbana, comunicação, habitação.

Rádio não é só tocar música, é ser um canal de debates e de fortalecimento da luta popular. Daqui pra frente, agora a conversa em nossa região será outra. É na luta que avançaremos.

Alguém ainda duvida do potencial do Rádio?

Campinas é uma das poucas cidades brasileiras que aprovou uma lei municipal sobre rádios Comunitárias. Trata-se da lei municipal 12.017, de 01 de julho de 2004. A elaboração dessa lei é resultado de uma atuação importante do movimento de radiodifusão comunitária na cidade. Ela pode ser considerada como uma das legislações mais completas e avançadas sobre o tema, quando comparada com outras experiências existentes no país, principalmente em relação à lei federal 9612/98, que instituiu o serviço de radiodifusão comunitária em nível nacional.

“Ousar, resistir, transmitir, sempre”


Jerry Alexandre de Oliveira

sábado, 29 de março de 2014

Coordenadora Geral da Associação de Rádios Comunitárias da Paraíba será entrevistada no “Alô comunidade”




Hoje (29), às 14 horas, na Rádio Tabajara da Paraíba AM, o programa “Alô comunidade”, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, entrevista Rosângela Santos, recentemente eleita coordenadora geral da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – Abraço.

O programa é produzido e apresentado por Fábio Mozart, Dalmo Oliveira, Beto Palhano, Marcos Veloso e Fabiana Veloso. 
 
Ouça em tempo real pelo site:

sexta-feira, 28 de março de 2014

Abraço Potiguar convoca Assembléia Geral Ordinária




A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Rio Grande do Norte (Abraço Potiguar) convoca os representantes das entidades filiadas para a Assembléia Geral Ordinária, que será realizada no auditório do SEBRAE/RN, na Rua Rui Barbosa , N° 1 Centro – Mossoró/RN. No encontro serão debatidos e deliberados os assuntos:  Eleição da Diretoria Executiva,  Eleição das Coordenações Regionais, Eleição da Coordenação Estadual, Eleição do Conselho Fiscal, Eleição do Conselho de Ética, prestação de conta do exercício 2013 e informes e avaliações.

Contato por email:  abracopotiguar@yahoo.com.br

quinta-feira, 27 de março de 2014

Radios Comunitárias podem ter vista de processos em tramitação no MiniCom


A implantação de processos eletrônicos no Ministério das Comunicações começa pela Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica. A primeira etapa é o cadastramento das entidades que se relacionam com o ministério, como as emissoras de radiodifusão.
Pela plataforma, por exemplo, os radiodifusores poderão ter vista eletrônica dos processos em tramitação, além de incluir documentos comprobatórios virtualmente, sem precisar se deslocar até Brasília ou enviá-los por via postal.
Mas atenção: somente o representante legal de uma entidade poderá cadastrá-la. Portanto, o primeiro passo é o cadastro e criação do perfil do representante (CPF). Somente depois, a pessoa jurídica (CNPJ) poderá ser cadastrada


quarta-feira, 26 de março de 2014

Radialista comunitária recebe homenagem da Prefeitura de João Pessoa

A radialista comunitária Rosângela Santos (na foto à esquerda) está entre as mulheres que serão homenageadas hoje, 26 de março, durante o evento denominado “Mulheres construindo uma cidade solidária”, promovido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa. As outras homenageadas serão a cantora Lucy Alves, Carol, filha da mestra Doci, Socorro Borges, a advogada Nadja Palitot e a Primeira Dama do Município, Maysa Cartaxo.

O evento se estenderá até sexta-feira, 28, no Ponto Cem Réis, com serviços à disposição das mulheres, como massagem, verificação de pressão arterial, teste de glicose, corte de cabelo, banco comunitário, exposição de artesanato e apresentações culturais.

Daniel, da Rádio Comunitária Voz Popular da comunidade São Rafael, disse que o evento será transmitido pela emissora, com apoio da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – Abraço, da qual Rosângela é coordenadora geral recentemente eleita.

A atividade é promovida pela Secretaria Extraordinária de Políticas Públicas para Mulheres que tem como papel fundamental contribuir para a promoção da equidade de gênero, por meio da implementação de políticas públicas que efetivem os direitos humanos das mulheres e elevem sua cidadania, superando as situações de desigualdades vivenciadas pela mulher na sociedade.



terça-feira, 25 de março de 2014

Livro sobre rádios comunitárias será objeto de estudo em Congresso de Comunicação


O Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (O Intercom), em seu encontro do Nordeste, apresentará trabalhos sobre comunicação em geral, produzidos pela comunidade acadêmica. Um deles trata da história da Rádio Comunitária Araçá, da cidade de Mari, emissora fundada há quinze anos, sendo pioneira na execução do serviço de radiodifusão na Paraíba. O trabalho é assinado pela estudante Letícia Frazão, autora do artigo com base no livro “Democracia no ar”, de Fábio Mozart. “As lutas no judiciário e a mobilização das populações em defesa dos projetos de rádios populares formam a base do conteúdo do livro, que traz ainda depoimentos de políticos, comunicadores, jornalistas e membros do judiciário em torno desse debate. Meu livro conta a história de companheiros e companheiras que defenderam e defendem essa forma de comunicação social”, explicou Mozart.
O Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (O Intercom), é o maior evento de Comunicação do Brasil, recebendo, em média, 3.500 inscritos. O Congresso atrai graduandos, futuros sócios, e os incentiva na produção de pesquisas científicas e na concepção de produtos para a Comunicação. Além destas ações, todo Congresso Brasileiro da Intercom reúne premiações, lançamentos de livros e revistas, realiza palestras e oficinas, conta com Grupos de Pesquisa (GP) e de Trabalho (GT), Divisões Temáticas (DT), apresentações científicas, culturais e artísticas. Antes de cada encontro nacional, contudo, outros cinco congressos regionais são realizados. Um deles é o Congresso de Ciências da Comunicação da Região Nordeste, encontrando-se em sua 16ª edição e será realizado na Universidade Federal da Paraíba, de 15 a 17 de maio de 2014.



segunda-feira, 24 de março de 2014

Rádios comunitárias ameaçadas: silenciando a voz do povo

Marco Araújo e Wladimir Aguiar na porta da Rádio Maré 


POR MILLI LEGRAIN

“A imagem do Brasil da felicidade, do samba e do futebol é uma construção da elite”, disse Marco Araújo, locutor da Rádio Comunitária Maré, uma das muitas rádios populares no Brasil que levam anos esperando que o governo lhes outorgue permissão para operar.

O estúdio fica no complexo de favelas da Maré, a três minutos em moto-taxi da Avenida Brasil, na zona norte do Rio de Janeiro, na altura do aeroporto internacional do Galeão.

Alí, todos os dias, desde as 8 da manhã, Divan Carlos, um locutor voluntário, também técnico em eletrônica, apresenta seu programa “Bom Dia Maré”.

No dia em que conheceu a rádio, estava promovendo Edson Wânder, um artista local  oriundo do Recife, que acaba de lançar seu novo disco e reside em Maré. Assm, um dos papéis das rádios comunitárias é difundir os artistas locais que têm poucas oportunidades de aparecer na grande mídia.

Em um país marcado pelas desigualdades sociais e onde a imprensa está concentrada nas mãos de uns poucos, muitos brasileiros não se sentem representados pelos meios da comunicação de massa.

Maré é uma das poucas comunidades do Rio que não está em um morro. Desenvolveu-se sobre um pântano nos anos 40 e hoje compreende umas 16 favelas. É também uma das comunidades que ainda não foram “pacificadas” pela  Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), como parte do programa do governo do Rio para combater o narcotráfico. O tema desperta polêmica e existem defensores e detratores: enquanto alguns se queixam do narcotráfico, outros o fazem em relação à violência policial.

Wladimir Aguiar, diretor da rádio comunitária, conta que a criação e sobrevivência da Maré FM não tem sido fácil. Nos anos 80, formava parte de um movimento para a democratização das rádios, buscando a regulamentação das rádios comunitárias. “Mas o que conseguimos foi criar uma lei que criminaliza as rádios comunitárias”, explica. “Desde que a lei foi aprovada, muitas rádios foram fechadas”, lamenta.

A lei é restritiva em sua definição de comunidade, porque equipara comunidade a uma localidade física. “Dessa maneira, ficam excluídas comunidades como gays, grupos étnicos, mulheres e outros”, explica Pedro Martins, representante no Brasil da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC). A repressão fechou no Brasil em 2010 cerca de 940 rádios comunitárias e livres. Em 2011 foram 698 rádios fechadas pela Polícia Federal. “Trata-se de um número bastante alto e é resultado de uma política de comunicação que não garante o acesso a este direito fundamental”, denuncia Pedro.

Wladimir relata que no ano passado, quando a UPP entrou no Morro dos Prazeres, uma favela no bairro de Santa Teresa, no centro do Rio, os policiais prenderam o representante da rádio comunitária local. “Todavia  existe o risco de sermos multados”, disse.


“Brasil é um dos poucos países do mundo que criminaliza a radiodifusão de baixa potência […] Em geral, em outros países, as sanções são administrativas. Aqui é um crime e tem gerado processos judiciais contra os dirigentes das rádios que são até presos, sem que tenham causado dano a ninguém”, explica Pedro. “Por que o Ministério das Comunicações regula as rádios comerciais e só castiga as rádios comunitárias?”, pergunta. Será que neste ano eleitoral haverá alguém que tenha vontade política de encarar este problema histórico, de democratizar a comunicação e deixar que os cidadãos das comunidades tradicionalmente marginalizadas possam construir sua própria identidade?”.

sábado, 22 de março de 2014

Alo Comunidade - Edição 140

 



Nesta  edição o programa "Alô Comunidade" discute o tema "Mulher e Poder" com apresentação das jornalistas Mabel Dias e Fabiana Veloso. Para tratar do assunto foram convidadas a socióloga Carolina Batista  e a ativista Raquel Stanick. O programa entrevistou ainda o secretário de Comunicação da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Cacá Martins. Produção de Mabel Dias, Fabiana Veloso e Dalmo Oliveira. Sonoplastia de Maurício Mesquita.

Rádio Comunitária Zumbi continua enfocando a mulher neste mês de março

Apresentadora Fabiana Veloso com seu filho Davi

Neste sábado(22), o programa “Alô Comunidade” terá um tratamento especial em alusão ao “mês da mulher”. O tema “Mulher e poder” será o "mote" da discussão no programa que terá como apresentadoras as jornalistas Mabel Dias e Fabiana Veloso. Para tratar do assunto foram convidadas as feministas Carolina Batista (socióloga) e Raquel Stanick (Marcha das Vadias). 

O programa “Alô Comunidade” acontece todos os sábados, das 14h às 15h, na Tabajara AM.


Acompanhe ao vivo pelo link

DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA

Ministro de Dilma diz que Governo não pode avançar mais por causa da “correlação de forças”


O Secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, reconheceu que é difícil se conquistar avanços populares e democráticos no estado brasileiro. Segundo o ministro, o estado brasileiro foi feito pelas elites para financiar os grandes e algumas pessoas no governo vêm tentando mudar essa lógica com muitas dificuldades. Ele relatou as facilidades que determinados setores da sociedade têm para consolidar grandes projetos, enquanto setores mais vulneráveis enfrentam enormes dificuldades para ações muito menores. Responsável pelo diálogo entre a presidenta e os movimentos sociais, Carvalho ressalta a importância da pressão da sociedade para a conquista de direitos.

Sobre a democratização das comunicações, ele entende que essa é uma luta da sociedade, e não apenas do Governo. “É até mais da sociedade, porque o governo na correlação de forças tem que se pautar pelas regras atuais. Eu apoio totalmente, acho que é fundamental e as mídias sociais já têm contribuído de maneira inestimável para essa causa.”

“Eu sinceramente espero que cresça na sociedade esse movimento, que não é contrário à liberdade de expressão, ao contrário: é pela ampliação, pela radicalização da liberdade de imprensa. Ou seja, sem nenhuma censura, sem nenhuma restrição, onde muito mais sujeitos possam fazer ouvir as suas vozes e entrar no grande debate púbico nacional. E assim termos a sociedade e os meios de comunicação de fato democratizados, ou seja, onde todas as vozes possam ser ouvidas”, afirmou Gilberto Carvalho, em entrevista a Eduardo Sá, do “Fazendo Mídia”.


sexta-feira, 21 de março de 2014

Rádio comunitária como instrumento pedagógico é tema de oficina em João Pessoa/PB


Meninos brincam de rádio comunitária no Piollin


De segunda (17) a sexta-feira (21), o Centro Cultural Piollin realiza o Circuito Temático com o tema “Rádio como processo de educomunicação e mobilização comunitária”, tendo em vista a implementação de uma rádio caixinha na organização, de maneira a funcionar como instrumento pedagógico com educandos de sete a 24 anos”. Esses espaços acontecem a partir das 14h, no próprio Centro Cultural, como momento do Boa Tarde para iniciar as atividades, que compreendem as Oficinas Permanentes de Circo, Teatro, Arte da Palavra e Semear o Planeta.

A ideia é dialogar acerca de democratização da comunicação, rádios comunitárias, representação da mulher na mídia, realizar uma oficina de minitransmissores e, ainda, discutir acerca dos conteúdos e formatos da rádio caixinha. A Rádio Caixinha Piollin funciona uma vez por semana, com educadores e cada um dos quatro ciclos de educandos propondo pautas e sugerindo formatos. Funciona com uma caixa de som e microfone.

O Circuito Temático é uma ação pedagógica mensal que acontece durante uma semana, como um Boa Tarde para iniciar as atividades ampliado. Propõe o aprofundamento acerca de temáticas ora sugeridas por educandos, ora sugeridas pelos colaboradores. Também é um momento de trocas de conhecimento, tendo em vista que há convidados, com pessoas participando indiretamente da instituição.

O Centro fica na Rua Professor Sizenando Costa, s/n – Roger – João Pessoa/PB. Contatos: (83) 3241.6343 – 8738.7373


  

quinta-feira, 20 de março de 2014

Falta de publicidade inviabiliza rádios comunitárias, afirmam militantes


A proibição de veicular publicidade e o pagamento de direitos autorais e trabalhistas estão estrangulando as rádios comunitárias, segundo militantes dessas emissoras. "Sem publicidade as rádios comunitárias não têm como se sustentar", garantem. Ao proibir os anúncios dos pequenos comerciantes, "que estão fora das grandes rádios, a lei inviabiliza a atividade econômica e a geração de empregos".

A lei é a de número 9.612/98, que criou o serviço de radiodifusão comunitária. Essa legislação admite apenas o apoio cultural, na forma de contribuições sem a contrapartida da divulgação de estabelecimentos, produtos e preços praticados por estabelecimentos comerciais.

Quanto à cobrança de direitos autorais, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (órgão responsável pela fiscalização e cobrança de direitos de execução de obras) começa a manter entendimentos para tentar chegar a uma tabela diferenciada para as rádios comunitárias.

Outra pressão vem dos sindicatos de radialistas, que querem a contratação de funcionários, "desconhecendo que eles exercem trabalho voluntário". Uma saída seria alterar a legislação trabalhista, para permitir a contratação na classe de radiodifusor comunitário, a ser criada.

Atualmente existem 3.300 rádios comunitárias no Brasil. As rádios comunitárias atuam em frequência modulada de baixa potência (25 watts), com alcance limitado ao raio de 1 quilômetro a partir da antena transmissora. A distância mínima entre as operadoras é de 4 quilômetros.